A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/09/2021

Na Grécia Antiga, Afrodite com seu corpo harmônico e proporcional, seios e quadris largos era o ideal de beleza para a sociedade, as mulheres da época fazia de tudo para se parecerem com a Deusa, usavam produtos para embranquecer a pele e roupas para modelar o corpo. Nos dias de hoje, além de roupas e produtos de beleza, existem os filtros e edições de fotos que causam a manipulação de imagem nas redes sociais. Tal inovação causa malefícios a saúde mental das pessoas como distúrbios alimentares e a obsessão por cirurgias plásticas. Sendo assim, se faz necessário o questionamento  dessa prática.

A princípio, as pessoas em prol de alcançarem “o corpo perfeito” das mídias sociais acabam desenvolvendo distúrbios alimentares, como a anorexia. A fixação pela magreza e idealização de um corpo considerado bonito leva pessoas à se restringirem de comer, ter medo da comida e praticarem hábitos inimagináveis para entrar dentro do padrão de beleza. O filme “O mínimo para viver” reproduz essa situação, a protagonista Ellen é uma jovem que desenvolveu anorexia por conta da fissuração em ter um corpo magro, e esta prestes a morrer por conta disso. O que muitos desses indivíduos não percebem é que o objetivo o qual eles almejam não é real, já que as pessoas nas mídias estão sempre usando filtros ou edições que escondem o seu verdadeiro eu e seus defeitos, pois buscam a perfeição.

Outrossim, a idealização desse corpo inexistente conduz o sujeito ao vício por cirurgias estéticas. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos 10 anos o aumento de procedimentos plásticos em jovens cresceu 141% . A insatisfação com a imagem no espelho vem das exigências de ter o que a sociedade considera belo. A comparação com o físico de celebridades cheias de plásticas e com fotos super editadas gera uma baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão em pessoas da vida real, e em busca da perfeição acabam se submetendo à intervenções desnecessárias e põem sua vida em risco a fim de conquistar aquilo o qual veem e admiram na internet.

Diante dos fatos citados, é evidente a necessidades de medidas para ajustar a situação. A manipulação de imagem está fazendo os seres humanos ficarem doentes por tanta pressão estética, por isso, cabe ao Ministério da Educação promover aulas interdisciplinares para os jovens, com o objetivo de alertar os riscos de cirurgias plásticas e faze-los repensarem a motivação de sua vontade. Além disso, o mesmo deve disponibilizar psicólogos para aqueles que enfrentam problemas mentais decorrentes da comparação física nas mídias sociais. Só então a sociedade irá parar de ser submissa dos corpos idealizados em redes sociais.