A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/09/2021

Em pleno século XXI, é inevitável não perceber o quão nocivo para a saúde mental do ser humano são os padrões impostos ou o conceito do que é belo e aceito. Comparações e mais comparações, inseguranças e receios e com isso, o sentimento de dependência da aprovação alheia. Encontrando uma válvula de escape nas redes sociais, pouco a pouco, as pessoas vêm se escondendendo através da imagem que manipularam e que querem mostrar aos outros.

A manipulação da própria imagem vem se tornando um assunto alarmante. Ao sentimos a necessidade de modificar nossa própria imagem com filtros ou edições com frequência, tomamos para nós mesmo a ideia superficial de que esse é o bonito e que esse é o aceito, fazendo a nossa visão individualista e autoconfiante serem mudadas drasticamente ou esquecidas completamente.

“Dismorfia Snapchat” é um termo criado em 2018, o termo se refere aos eventos em que pessoas passam a procurar profissionais querendo chegar o mais próximo da aparência que elas ficam com determinado filtro. No ano seguinte, foi publicado um estudo que comprovou ainda mais a ideia ao mostrar a ponte que havia e interligava o uso de filtros e o aumento do interesse nas intervenções cirúrgicas estéticas.

O ser humano acaba se sentindo cada vez mais confortáveis no casulo que eles próprios criaram ao manipular sua aparência nas redes sociais, por isso é necessário que medidas sejam tomadas para diminuir os impactos psicológicos que isso pode causar. A mídia, com a ajuda de influenciadores, devem fazer campanhas não apenas sobre a importância do uso moderado de aplicativos, mas também campanhas que tenham o objetivo de mostrar a realidade e promover o amor próprio.