A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/09/2021
Segundo Gabriel Chalita, ‘‘as aparências fragilizam-se com o tempo, mas a essência não’’. O professor sugestiona à sociedade a observar as pessoas pelo que elas apresentam dentro de si. A frase do filósofo brasileiro faz-se primordial, visto que é observado que o ser humano julga os outros pela beleza e por conseguinte ocasiona impactos negativos aos julgados, os quais utilizam de artifícios como a manipulação de sua própria imagem nas redes sociais. Essa manipulação é extremamente nociva, pois origina malefícios à saúde mental tais como a depressão e o isolamento social do indivíduo. Dessa forma, faz-se imprescindível reverter esse contexto social mundial.
A princípio, é significativo evidenciar a depressão, que é um dos malefícios à saúde mental, como fator corroborado pelo entrave. Nessa perspectiva, por causa da busca pelo padrão ideal de beleza, os indivíduos utilizam dos filtros das mídias sociais para agradar os outros. Não obstante, essa realidade se mostra falsa, já que na vida real é um padrão inalcançável àquela pessoa, que consequentemente, por essa razão, desenvolve depressão por não estar de acordo com o que lhe foi imposto indiretamente. Nesse viés, de acordo com a pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health mostra que 90% das pessoas entre 14 e 24 anos usam redes sociais. Ao mesmo tempo, as taxas de ansiedade e depressão nessa parcela da população aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Em suma, é notório a necessidade de atenuar a falsa obrigação de se adequar a um padrão inexistente na realidade
Ademais, vale ressaltar que o indíviduo que também manipula sua própria imagem tende a se isolar socialmente. Nessa conjuntura, em função da depressão e de outros impactos mentais negativos ao sujeito, ocorrerá um maior medo de relações sociais, já que foi a própria sociedade que o julgou e o impôs expectativas que o próprio não pôde cumprir. Consoante Shakespeare, ‘‘se você se sente só é por que ergueu muros em vez de pontes’’. Paralelo à frase do dramaturgo, os muros foram construídos pela pessoa, mas em razão de outras. Em síntese, observa-se que as consequências negativas em relação à saúde mental se relacionam de tal forma que se precisa atenuar as mesmas.
Portanto, em virtude dos filtros de imagem que suscintam à depressão e ao isolamento social, compete ao Ministério da Educação, órgão que rege a estrutura escolar, por intermédio de aulas interdisciplinares, divulgar campanhas que conscientizem os estudantes jovens, os quais são a maior parcela afetada pelo óbice, de que não é necessário se adequar ao que as mídias sociais impõem. A fim de que se mingue a problemática e a sociedade possa a vir melhorar. Desse modo, a saúde mental dos jovens poderá vir a ser melhorada.