A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/09/2021
Desde o surgimento do gênero homo, o ser humano entendeu que para sobreviver é preciso estar em grupo. Pode-se transpor este pensamento para atualidade, fazendo uma relação com a influência que os padrões de beleza têm sobre os indivíduos. Para pertencer ao grupo é necessário se encaixar nesse padrão, e na era digital os recursos para a manipulação de imagem que estão disponíveis, são responsáveis por deixar esse padrão cada vez mais utópico, causando sequelas na sociedade.
Numa realidade globalizada na qual as redes sociais têm grande participação na vida da sociedade, a manipulação de imagens é extremamente prejudicial. Pois criando uma nova realidade e cobrando a perfeição estética de seres naturalmente imperfeitos, o resultado obvio é a frustração, e com ela o desenvolvimento de transtornos psíquicos de diversas naturezas, como a depressão ansiedade e transtornos alimentares.
Este último sendo exposto no filme “o mínimo para viver”, o qual retrata a luta de uma jovem adulta, que em produto de anos de tentativas para se encaixar, acabou desenvolvendo o transtorno da anorexia, que resulta na péssima relação com a comida, assim se apresentando não somente prejudicial a sua saúde mental, mas também um risco a sua vida, como consequência da magreza extrema imposta pelo padrão de beleza.
Por fim entende-se que se faz necessária uma ação para mitigar a quantidade de pessoas a desenvolver transtornos psíquicos, em decorrência da manipulação de imagens. Por meio de acordos entre as empresas donas das redes sociais e os governos de países interessados, tomando como exemplo a Noruega, é mister que os países exijam que os perfis informem quando a imagem foi digitalmente alterada, desta forma deixando o usuário consciente de que esta imagem foi manipulada, assim visando a diminuição das consequências negativas causadas por essa problemática.