A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/09/2021
A mitologia das cavernas de Platão descreve situações em que as pessoas se recusam a observar a verdade por medo de sair de sua zona de conforto. Além das alusões, podemos encontrar uma realidade que condiz com esse problema em termos de manipulação de imagens nas redes sociais e possíveis agravos à saúde mental. Desse ponto de vista, o medo da percepção da sociedade sobre sua imagem tem afetado a saúde mental, formando uma obsessão pela imagem perfeita.
A priori, a sociedade sempre foi a comunicadora de padrões, e esses padrões agora devem aparecer nas imagens postadas nas redes sociais. Nesse sentido, essas redes possuem filtros que podem melhorar sua aparência e trazer um lado “perfeito”, porém, essa ilusão digital na verdade traz frustração aos usuários e aumenta o número de pessoas com deficiência mental. Portanto, os usuários das mídias digitais manipulam suas publicações a fim de garantir o conceito de beleza imposto pela sociedade.
Além disso, há a disseminação de procedimentos cirúrgicos que mudam a aparência das pessoas. De acordo com levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (isaps), o Brasil realizou 1.498.327 cirurgias estéticas em 2018, e atualmente ocupa o topo de toda a lista de países de cirurgia estética, seguido pelos Estados Unidos, Alemanha e Itália. Dessa forma, é possível observar a importância das imagens corporais para o brasileiro e o quanto a pessoa se enquadra nesses parâmetros.
Diante do exposto, devem ser tomadas medidas para coibir os impactos do processamento de imagens nas redes sociais. Em primeiro lugar, como terceira influência, a mídia deve promover a publicidade nos canais digitais e desconstruir o conceito de imagem perfeita para que mais pessoas entendam que não existe um padrão para a perfeição e não há necessidade de manipulá-la. Portanto, a médio e longo prazo, a influência da manipulação da imagem nas redes sociais será enfraquecida.