A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal direito não tem sido respeitado quando se observa os efeitos da manipulação de imagem nas redes sociais na saúde mental dos brasileiros. Diante dessa perspectiva, têm-se como imprescindível a análise das consequências preocupantes dessa problemática.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para pôr limite na manipulação de imagens no Brasil. Nesse sentido, o uso abusivo dessas formas de adulteração, construindo e impondo padrões de beleza superficiais nas redes sociais, tem causado impactos negativos na saúde mental dos usuários. Essa conjuntura, segundo a filosofia de John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que não cumpre sua função de garantir os direitos indispensáveis dos cidadãos, como a saúde, problema que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a ocorrente manipulação de imagens para a criação de notícias falsas, as “fake news”, tão presentes em nossa sociedade atual, e tão maleficiosas para a saúde mental da população.
Nesse contexto, dados do portal de notícia “G1.com” indicam que cerca de 70% dos brasileiros já acreditaram em algum tipo de fakes news. Diante de tal exposto, é notório que esse problema gera raiva, descontentamento, ansiedade, entre outras emoções negativas na população. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Torna-se clara, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é dever do Estado, por meio de campanhas públicas, promover o bem estar social, educando a população a respeito da manipulação de imagem nas redes e seus malefícios. Assim, se consolidará uma sociedade mais forte, onde o Estado desempenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirmaria necessário John Locke.