A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 09/09/2021

" Só se vê bem com o coração. O essecial é invisível aos olhos", esse trecho do livro " O Pequeno Príncipe" de Antoine De Saint-Exupéry, escritor francês, relatava em seu livro de 1943 algo que também implica nos dias atuais, já que hodiernamente o essencial se mascara em filtros faciais. Além disso, apresentando-se como retrato social, tal prática fomenta, contudo, uma superestimação constante da própria imagem, sobretudo as pessoas com baixa autoestima. Dessa forma, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar os fatores que contribuem para a continuidade da problemática em âmbito nacional.

Em primeiro lugar, cabe abordar a dificuldade de aceitação própria quanto a sua aparência. Segundo o filósofo Immanuel Kant, a pessoa é um fim em si mesma, e não um meio de conseguir atingir expectativas alheias. Nesse sentido, rompe-se com tal lógica humanista ao verificar-se que, hoje muitos aplicativos transformam seus próprios consumidores em dependentes estéticos irrealistas. Isso ocorre porque a manipulação dos filtros inviabilizaram a aceitação dos usuários nas redes sociais. Por conseguinte, os indivíduos acabam por ter diversas crises de autoestima que contribuirão, para doenças futuras, ao exemplo da ansiedade e da depressão.

Ademais, outro fator a salientar é o crescente uso no que tange aos filtros. Com o advento de redes como o Instagram e o Snapchat, nota-se uma população exponencialmente usuária de efeitos e despreparada para lidar com a autoimagem. Percebe-se, em grande parte das pessoas que a sua versão própria está sendo deixada de lado, visto que a maquiagem digital explora o padrão imposto pela sociedade. Logo, é de mister providência uma reconfiguração nas redes sociais para formar indivíduos confiantes com sua própria aparência.

Torna-se evidente, portanto, que a manipulação de efeitos por parte do usuário é nociva à saúde mental. Assim, cabe ao Ministério Das Comunicações juntamente com o Ministério Dos Direitos Humanos verificar os tipos de filtros utilizados e o seu impacto na autoestima dos usuários, por meio da criação de subdivisões fiscalizatórias dedicadas exclusivamente a sanar o problema. Paralelamente, o Ministério Da Educação deve levar o tema as escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio de palestras que envolvam a autoaceitação. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora do verdadeiro essencial retratado em “O Pequeno Príncipe”, criando um legado duradouro de uma boa percepção da aparência física em território nacional.