A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 09/09/2021

“A autoestima depende do que está dentro de você, não do que está fora”. A frase da pensadora digital Day Anne evidencia o fato mais importante a ser considerado quando se trata de estar bem consigo mesmo, sobre aceitar suas feições e modo de agir do jeito que elas são, sem se sentir diferente ou anormal da sociedade atual que vive por cima de “padrões”. Afinal, cada ser humano possui aparências e personalidades distintas e é certamente verídico de que não existem pessoas perfeitas pelo mundo, já que isto é cientificamente impossível, visto que não se existe um padrão que defina com exatidão o que seria a perfeição, seja ela física ou psicológica.

Portanto, na era contemporânea, as redes sociais vêm tomando um espaço maior na sociedade, sendo capaz até de influenciar na aparência geral das pessoas. Nesse caso, os usuários de redes sociais acabam por usufruir dos filtros oferecidos pelos apps, manipulando sua imagem real, afirmando que estes são capazes de enbelezá-las, seja afinando seu rosto, aumentando seus lábios ou clareando seus olhos. Recentemente, em maio de 2017, uma pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento Saúde Jovem, afirmou que o Instagram é a rede social que mais afeta a saúde mental de seus usuários, independente de sua faixa etária, causando um aumento no número de casos de ansiedade e depressão em até 70%.

Infelizmente, a imagem do belo e perfeito veio se propagando por dentro das redes sociais, fazendo com que os seus usuários façam uso de filtros para se sentirem dentro dos padrões de beleza impostos pela sociedade. A questão é que esse padrão é algo falho e inexistente, uma coisa que serve apenas para prejudicar as pessoas ao seu redor, obrigando que estas mudem sua aparência natural para se enquadrarem no que outros apontam como belo ou normal. A canção “Pretty Hurts” da famosa cantora americana Beyoncé produz uma melodia crítica a esse tal padrão de perfeição que fora imposto pela mídia, afirmando a insuficiência desse padrão em ser alcançado e aceitado, causando um enorme impacto em seus ouvintes, como a aceitação de sua beleza natural.

Diante do exposto, é certo de que muitas pessoas pensem que tal imposição é algo que deve ser seguido e acabem por se render ao uso dos filtros nas redes sociais e até mesmo as cirurgias plásticas para mascarar sua real aparência. Assim, é necessário que o Ministério da Saúde efetue palestras e vídeos com a participação de profissionais da sáude, em especial psicólogos, psiquiatras e coachs, a fim de explicar de forma clara para estes usuários que todos são imperfeitamente perfeitos da maneira que são. Vale citar também o papel das redes sociais em deletar os filtros que manipulem exageradamente a imagem de pessoas para que se tornem “mais bonitas” e irreais.