A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 09/09/2021

A ovacionada série “Black Mirror” é caracterizada por um profundo preconceito que questionou certos comportamentos da sociedade, como neste episódio, criticando a relação entre as redes sociais e a necessidade de participação por meio da manipulação visual. É inegável que essa situação decorre do discurso capitalista globalizado responsável pela padronização, o que faz mal à saúde. Portanto, para os fatores que afetam a solidificação dessa realidade, podemos destacar a modernidade do fluxo junto aos propagadores de mídia.

Em primeira análise, a perspectiva do lucro agregada à teoria do filósofo Zygmunt Bauman conduz ao arcabouço normativo das preocupações estéticas na Internet. Isso ocorre devido à fluidez das visões sociais contemporâneas, à busca constante pelo ideal da beleza do padrão à venda, e à ênfase na modificação para atingir o perfeccionismo imponente. Um exemplo óbvio desse fato é que os filtros populares tendem a modificar o rosto ou o corpo, são prejudiciais e podem aumentar a competição, a ansiedade e a depressão.

Em segundo plano, um sistema econômico que valoriza o capital em aliança com a mídia tem como consequência transformar sua imagem de ambiente cibernético em prestígio social. Esse tipo de pensamento é produzido pelo fascínio pela estética, transformando-a em mercadoria, e a Internet é seu meio de difusão. Esse paradigma é ilustrado nas palavras do sociólogo Émile Durkheim, “O homem não é apenas modelador da sociedade, ele é também produto da sociedade.” Pode ser aproximado dessa realidade, pois a sociedade é um reflexo do pensamento coletivo que é moldado por conceitos individualistas e influência da mídia.

Portanto, é importante compreender o desenvolvimento de processamento da imagem ocasionado pelo avanço do capitalismo na estrutura social. Portanto, para solucionar esse problema, o Ministério da Educação, por meio dos projetos de educação social nos folhetos e propagandas, alertou para a constante manipulação do paradigma nocivo para reduzir o ideal de modificação. Desta forma, a execução do processo acima pode ocorrer sem problemas devido ao apoio e vontade das pessoas que trabalharem no projeto, e o enredo da série acima só pode ser fictício no futuro.