A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 09/09/2021
De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva (AAFPRS) em 2017, 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes querendo mudar sua aparência para melhorar suas fotos. A partir disso, percebemos o quão proeminente é o impacto do uso das redes sociais e como isso afeta a saúde mental dos usuários. Portanto, a principal causa do problema é o uso excessivo das redes sociais e o abuso no cotidiano . A princípio, o cirurgião plástico britânico Tijion Esho percebeu que as pessoas mostravam suas fotos no consultório quando usavam filtros. Além disso, neste caso, as pessoas costumam mostrar fotos de celebridades que desejam se parecer, mas com o avanço da tecnologia e o aumento dos recursos de realidade virtual, alguns cirurgiões plásticos perceberam a nova tendência do uso de filtros.
Essa situação amplia o nível do problema por se tratar de uma imagem do próprio indivíduo, o que torna mais difícil para ele aceitar que não pode ser a versão aprimorada vista na foto. Portanto, essa situação deve ser mudada por meio do acompanhamento psicológico e da padronização do uso das redes sociais. Com o uso excessivo das redes sociais, iremos também overdividir nosso cotidiano nas redes sociais, o que torna cada vez mais preocupados em nos mostrar, sejam filtros ou cirurgias plásticas.
Desta forma, a situação pode ser semelhante à do filme “The Truman Show” de 1998. O protagonista vive em uma realidade simulada em um reality show sem o seu conhecimento. O público continua observando-o, ou seja, o hábito de viver nesta realidade faz-nos sentir alienado e, no contexto das redes sociais, faz-nos procurar cada vez mais a adaptação a esta realidade.
Porém, é necessário que controlemos nosso uso e compartilhamento nas redes sociais para não sermos enganados por este mundo irreal. Medidas precisam ser tomadas para aliviar esta situação. Portanto, outras mídias sociais (como instagram e snapchat) devem desenvolver políticas de seleção de filtros mais rígidas para filtros de coordenação facial e outros filtros evasivos, para que as pessoas possam entender em princípio o que é a verdade, ao invés de se enganarem sobre você e principalmente sobre sua aparência. Portanto, vamos reduzir o índice de cirurgias plásticas causadas pelo desejo pessoal de ser um filtro, reduzindo assim as barreiras físicas e de imagem, e não seremos muito influenciados pelas mídias sociais. Corpos reais existem e deve ser admirados sem levar em consideração essa padronização social.