A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 10/09/2021

A canção “Pretty Hurts”, interpretada pela norte-americana Beyoncé, traz em sua letra uma crítica ao padrão imposto pela sociedade e a busca infrutífera de alcançá-lo. Esse cenário tem origem inegável do discurso capitalista globalizado responsável por uma padronização, maléfica à saúde. Assim, os fatores que influenciam na solidificação dessa realidade, pode-se destacar a normalização de procedimentos estéticos juntamente aos veículos de comunicação.

Sob essa perspectiva, cabe enfatizar que os meios de comunicação são considerados os principais causadores desta busca por aceitação. Tal realidade é refletida na popularização de filtros nas plataformas digitais que alteram as feições dos usuários, que acabam por perpetuar uma noção deturpada de beleza. O resultado é o aumento de medidas extremas, como cirurgias estéticas, com o desejo de esconder para sempre as “imperfeições que, com filtros e efeitos, desaparecem em instantes. Mediantes aos fatos expostos e a teoria do filósofo Zygmunt Bauman de que as redes sociais são são uma armadilha, é de extrema importância a adoção de medidas a fim de combater essa manipulação e os danos que isso vem trazendo.

Em segunda instância,o sistema econômico que preza o capital aliada à mídia tem como consequência a alteração da imagem no meio cibernético para prestígio social. Vinculados com a industria do consumo, a mídia usa o “corpo perfeito” para vender seus produtos e esta espetacularização tem trazido muitos malefícios, tais como, o aumento do número de pessoas com distúrbios alimentares e a realização de procedimentos estéticos. Tais procedimentos vêm cada vez mais sendo normalizados, visto que muitas pessoas estão se submetendo à coisas absurdas somente para estar no padrão imposto pela sociedade. Logo, as formas que essas imagens são manipuladas devem ser mudadas para garantir a saúde mental dos indivíduos.

Assim, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com as empresas privadas de comunicação, realize em suas mídias lives com psicólogos, explicando os malefícios da alteração da própria imagem, a fim de que os usuários estejam cientes das consequências psicológicas que tal escolha possa causar. Paralelamente, a Secretaria da Cultura deve fiscalizar as propagandas divulgadas pelas grandes marcas, criando normas sobre os modelos a serem escolhidos, com o objetivo de fornecer uma maior representatividade, para que assim, a geração futura não sofra a mesma pressão representada na música “Pretty Hurts”.