A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/09/2021
Segundo Albert Einstein: “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou nossa humanidade”. Assim, refletindo na fala do físico, é possível perceber na contemporaneidade que os seres humanos já não conseguem em sua maioria dominar os avanços tecnológicos, mas sim ser dominados ou influenciados por ele. Desse modo, a manipulação de imagem nas tão populares redes sociais começam a se tornar nocivas à saúde, principalmente mental, de alguns cidadãos. À vista disso, a incompreensão do que realmente se trata o ser humano juntamente com a má influência dada pelas páginas online contribuem para o avanço dessa mazela na sociedade atual.
Isto posto, o roteirista italiano Federico Fellini dizia: “Aceita-me tal como sou. Só então poderemos descobrir um ao outro”. Assim sendo, fica claro a noção de que o “eu” vai muito além de filtros utilizados, fotos postadas e “imagens” construídas em redes sociais. Ademais, o ser humano e suas peculiaridades são uma soma de fatores e influências, não é apenas uma tendência tecnológica vigente que irá torna-lo mais simples ou complexo. Logo, entender isso é o primeiro passo para uma autoaceitação, também prevenindo uma série de problemas psicológicos como conflitos de identidade, uma vez que o cidadão começa a entender que nem tudo que se vê na internet se aplica a vida real. Sendo assim, conforme o R7 (site de notícias da Record TV): “Redes sociais estimulam obsessão pela magreza cada vez mais cedo”. Consequentemente, cada vez mais pessoas deixam se levar pelas influências digitais, modificando o seu comportamento e seus ideais, não avaliando que muito daquilo que está sendo propagado na internet é algo forjado para atrair olhares. Dessa forma, os corpos e vidas “perfeitas” fazem diversas vítimas no mundo real, pessoas que ao falharem na busca desse padrão acabam desenvolvendo transtornos psicológicos graves como: depressão, ansiedade, anorexia e bulimia. Por isso, é fundamental que a sociedade entenda que a realidade até pode induzir práticas nos meios digitais, contudo não se deve ocorrer o contrário.
Portanto, para acabar com essa adversidade, é indispensável que o governo, especificamente o Ministério da Educação, instrua a população a utilizar e forma correta as redes sociais, sensibilizando os cidadãos a perceberem que nem tudo que é propagado na internet se aplica na realidade. Dessa maneira, essas iniciativas devem ocorrer por meio de palestras, publicidades e rodas de conversa que demonstre às pessoas os perigos existentes no mundo virtual, informando também quais os cuidados indispensáveis contra eles, além de incentivarem o pensamento que ser humano e suas características está acima de modas e padrões ditados na utopia digital. A fim de que a sociedade volte a dominar a tecnologia e não o contrário, demonstrando que a existência não é só uma página na web.