A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/09/2021
No filme “Modo Avião”, da Netflix, Ana é uma influenciadora digital viciada em redes sociais. Durante a narrativa, o autor aborda que o uso descontrolado da jovem no celular e a sensação de inferioridade pelo uso constante da internet afeta diretamente sua autoestima e seu relacionamento social. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros não está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a manipulação de imagem no cenário digital é uma verdade atual no Brasil. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pelo avanço dos recursos tecnológicos e pela idealização de felicidade que a internet proporciona.
De ínicio, destaca-se que as redes sociais crescem cada dia mais. Ao longo do Brasil colônia, período histórico do século XVI, com o aumento da valorização e exploração dos escravos, o acesso a qualquer inovação tecnológica era destinado apenas aos aristocratas -organização formada pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que o uso de aparelhos e redes sociais no canário atual, ainda que desigual, tornou-se comum na juventude brasileira. Ademais, é importante ressaltar que o uso exarcebado de plataformas como o Instagram, aumentaram o índice de doenças mentais nos últimos cinco anos de acordo com a revista Veja, em 2012. Isso porque, de acordo com a mídia, a romantização de vida perfeita retratada nas redes sociais afeta diretamente o bem-estar e o psicológico da população atual.
Além disso, nota-se que a visão alterada sobre a vida vendida nas redes sociais é o que mais prejudica a saúde dos brasileiros. Em sua obra “O primo Basílio”, o escritor Eça de Queiros critica a instituição familiar moderna revela suas crises em função social. Nessa perspectiva, segundo a ideologia do escritor Eça, se torna evidente e claro que lares desestruturados afetam as relações e o convívio familiar, o que gera vontade em procurar felicidade nos status digitais, como visto no filme. Logo, em uma enquete realizada pelo Fantástico, 42% dos brasileiros ouvidos dizem fingir ser felizes nas redes sociais.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo Federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve apresentar à sociedade os prejuízos e danos para com a saúde mental que a manipulação de imagem nas redes sociais proporciona, por meio de propagandas e de reportagens instrutivas, como dados estatísticos, a fim de eliminar os impactos negativos das plataformas digitais na saúde da comunidade brasileira. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado em sites, por intermédio de ações relevantes que alertem a sociedade dos riscos e danos á saude mental. Desse modo, exemplos como o de Ana serão menos frequentes e vistos no Brasil.