A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 21/09/2021

Na primeira metade do século XX, a divulgação de imagens manipuladas durante a Revolução Russa de 1917 resultou na influência significativa dos ideais da sociedade soviética. Paralelamente a isso, o Brasil contemporâneo evidencia diversas barreiras no que tange aos malefícios à saúde mental devido à manipulação de imagem nas redes sociais, o que deve ser combatido. Diante disso, devem-se averiguar os dois fatores que concretizam essa problemática: a idealização midiática contemporânea e o decaimento da solidez dos valores morais e éticos no país.

Em primeiro lugar, é fulcral ilustrar esse dilema por meio do conceito de ‘‘indústria cultural’’, orquestrado pelo filósofo Theodor Adorno. Nesse contexto, a mídia é responsável por induzir os cidadãos à admiração de um determinado modelo estético físico, por exemplo, de modo a corroborar com o uso de manipulação de imagem nas redes sociais, a fim de provocar o desejo pelo alinhamento com o padrão imposto. Dessa forma, a saúde mental dos brasileiros é prejudicada, tendo em vista que o leviano ideal de perfeição demonstrado por meio de publicações adulteradas contribui para a distorção do fidedigno.

Outrossim, é imprescindível ressaltar o efeito da contemporaneidade na transformação ideológica social. Nesse sentido, fica evidente a ‘’liquidez dos valores morais e éticos’’ da sociedade vigente, como já abordado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, haja vista que a popularidade digital é priorizada em detrimento da saúde mental dos internautas, devido ao uso excessivo de manipulações de imagens. Em vista disso, os indivíduos são expostos a publicações que expõem formas físicas inatingíveis, o que contribui com a errônea idealização de inferioridade no tocante ao evidenciado pelas redes sociais.

Portanto, para que as barreiras mencionadas sejam atenuadas, é mister que o Ministério da Saúde fomente a priorização de projetos governamentais que combatam esses empecilhos. Tais medidas poderão ser ralizadas por meio da criação de uma lei que caracterize como dever dos cidadãos a necessidade de informar, de maneira anexa às imagens, se houve manipulação digital. Desse modo, diferentemente como na Revolução Russa, os brasileiros seriam advertidos sobre manejos estéticos nas redes sociais, de modo a tornar possível a identificação do fidedigno, bem como a evidenciação do inatingível.