A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 01/10/2021

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.” A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser facilmente aplicada aos detrimentos à saúde mental como consequnete da manipulação de imagem nas redes sociais, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, como a escassez informativo do domínio das mídias sociais nos dias atuais e à falta de leis fiscalizantes na conduta publicitária de estética.

Precipuamente, deve-se  ressaltar a ausência de medidas governamentais que tange as deficiências estruturais. Nesse sentido, faz-se preciso o uso fundamental do Estado no gerenciamento de estabelecer uma assistência de profissionais especializados em fenômenos mentais como, psicólogos, em instituições socias, sejam elas as escolas, universidades ou no trabalho. Tal medida, atuará com o obejtivo de comunicar as pessoas sobre os malefícios que as redes sociais podem causar á saude psicológica através  da manipulação de imagem. Essa conjutura, segundo as ideias do sociólogo Émile Durkheim, configura-se como um ambiente patológico, em crise, que rompe toda harmonia social, visto que um sistema corrompido não favorece o progresso coletivo, o que, infelizmente, é evidente no país.

Ademais, é primordial apontar a alta negligência das leis que visam garantir a fiscalização de posts evasivos nas mídias, os quais, quando  expostos garantem uma influência nas distorções visuais, propagando transtornos mentais como resultado das manipulações exacerbadas diante da sociedade. Segundo, “Atitude Blasé” -  termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Semmel no livro “The Metropolis and Mental Life” - ocorre uma imersão  aonde o indivíduo passa agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Logo, a aplicação de leis efetivas a cerca das postagens virtuais evita a disseminação de ideais pejorativos à uma estética “perfeita” aplicada na sociedade brasileira. Nessa lógica, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Deprende-se portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível a ação ativa do Estado, por intermediário de leis, na elaboração de projetos educativos ao manuseio das redes sociais, a fim de desenvolver uma autonomia mais consciente e segura para os indivíduos. Assim, consolidará-se uma sociedade mais íntegra e real, onde o Estado desempenha a harmonia e o progresso mental como a nova patologia de Émile Durkheim.