A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/10/2021
O novo documentário produzido pela Netflix ficou marcado por abordar como as mídias sociais, além de terem ferramentas para aumentar o tempo conectado de cada usuário, acabam assumindo o controle da autoestima e o senso de identidade. Esse cenário tem origem inegável de no discurso capitalista globalizado responsável por uma padronização, maléfica à saúde. Assim, entre os fatores que influenciam na solidificação dessa realidade, pode-se destacar a modernidade líquida juntamente aos veículos midiáticos.
A priori, é possível verificar que o número de brasileiros que utilizam as redes para gerar renda, fama e prosperidade, aumenta, intensamente, ano após ano. Segundo o noticiário “BBC” a maioria dos indivíduos que possuem um grande número de seguidores, nas mídias, utilizam os filtros, cedidos pelas próprias redes sociais, para se “enquadrarem” nos padrões de beleza e moda vigentes naquele momento, o que causa, por consequência, uma imposição a estes seguidores sobre o que é. Além do mais, o mesmo veículo de mídia ressalva que, com o uso constante de filtros, o indivíduo tende a desenvolver uma dependência emocional da autoimagem criada por estes utensílios. Logo, a imposição de padrões de beleza pelas influências digitais propicia o uso exacerbado de filtros e, em decorrência disso, problemas psíquicos autoimagem da juventude brasileira.
Em segunda instância, o sistema econômico que preza capital, aliado à mídia, tem como consequência a alteração da imagem no meio cibernético para prestígio social. Tal pensamento ocorre pela fetichização da estética transformando em mercadoria, sendo a internet seu meio de propagação. Ilustra-se esse paradigma na frase do sociólogo Émile Durkheim, “O homem mais do que um formador da sociedade, é um produto dela”, que pode ser aproximada a essa realidade, pois a sociedade é moldada pelas concepções individualistas, e a influência midiática é o reflexo do pensamento coletivo. Diante do exposto, é importante perceber o processo de manipulação de imagem causada pelo avanço capitalista no tecido social. Portanto, para solucionar isso, o Ministério da Educação e Cultura, por meio de projetos socioeducativos em propagandas de panfletos, deve alertar sobre o paradigma dos malefícios da constante manipulação, com a finalidade de reduzir o ideal de modificação. Desse modo, a implantação desse processo pode ser amenizada e documentário citado, futuramente apenas ficção.