A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 14/10/2021

“Elite” é uma série que retrata a dinâmica da vida de adolescentes, marcada pela busca em se encaixar nos mais elevados padrões de beleza e status social, submetendo-se às seletividades de classes altas nas redes sociais. No que concerne aos padrões de beleza, vale citar a manipulação da imagem nas redes sociais e os problemas à saúde mental. Sendo assim, cabe analisar quais fatores favorecem esse quadro, ligado à falta de identidade própria e a imposição de padrões estéticos.

De início, é válido destacar que as redes sociais contribuem para a falta de designação na identidade própria do indivíduo. Nesse sentido, os filtros das redes sociais alteram o aspecto físico, bem como as edições de fotos que visam harmonizar a face promovem o medo aos indivíduos em sair de casa e receber críticas e comentários negativos por sua aparência real. Sendo assim, é lícito referenciar Zygmunt Bauman que afirma que a fragilidade das relações pessoais e reconhecimento de si mesmo confere liquidez à modernidade, classificando-a como insólida. Obviamente, a não aceitação de sua própria aparência e a falta de identidade própria carecem por medidas de contenção.

Outrossim, sabe-se que os problemas à saúde mental são atenuados pelos padrões estéticos impostos nas redes sociais. Nesse contexto, o ato de se comparar com a beleza externa de celebridades e influentes das redes sociais faz com que autoestima do indivíduo se reduza, cujo modo para reparar tal quadro é por meio de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos que modifiquem a imagem. Além disso, vale ressaltar o papel das curtidas nas fotos e o  engajamento das redes sociais como princípio de determinadas classes para atingir determinado status social, como influência e respeito nos vínculos de amizades, por exemplo. Analogamente a obra cinematográfica, o uso desmedido das redes sociais, principalmente entre os adolescentes, atenua os problemas à saúde mental e aos padrões estéticos.

Destarte, para promover a redução dos malefícios à saúde mental pela manipulação da imagem nas redes sociais, é preciso que a família, por meio de rodas de conversas, estabeleça limites quanto ao uso diário das redes sociais, como, por exemplo, a diminuição das horas de uso a fim de que os jovens tenham menos contato com o conteúdo de celebridades que os façam se comparar. Essa ação pode se concretizar por meio de psicólogos, na qual seja estimulado a aceitação da sua aparência física e real, a fim de que possa incentivar a criação de uma identidade própria e sólida, sendo possível, dessa forma, reparar o papel das redes sociais e quebrar padrões.