A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 28/10/2021
Com a chegada das redes sociais e o constante bombardeio de imposições estéticas sobre a sociedade, os indivíduos passaram a se submeter a uma busca impetuosa pelo desenvolvimento de seus corpos para tentarem se encaixar nos padrões de beleza que são impostos pelo corpo social e pela propaganda industrial. Dessa forma, desenvolve-se um processo de artificialização da beleza, uma vez que as pessoas passam a não aceitar suas condições naturais e começam a utilizar filtros (efeitos) para se moldarem a tais ideais estéticos. Consequentemente, essa não-aceitação da própria imagem pode causar delírios e problemas psicológicos nos indivíduos que almejam essa perfeição estética.
De acordo com Immanuel Kant, filósofo do século XVIII, o juízo estético, que basicamente é a percepção acerca do que é belo, é algo relativo, ou seja, varia de indivíduo para indivíduo. Entretanto, Kant acrescentou que tal juízo estético pode ser condicionado e, de certa maneira, universalizado. Assim sendo, é notório que a sociedade ocidental determinou o padrão de beleza contemporâneo e impôs esse padrão ao resto do mundo por meio de mídias digitais e, desse modo, propiciou que esse culto a estética se tornasse uma cultura que almeja padronizar os indivíduos.
Além disso, as redes sociais se consolidaram como sendo o mural de propaganda da autoimagem no século XXI, ou seja, os indivíduos se exibem por meio dessas mídias e, consequentemente, querem se encaixar nos padrões estéticos. Dessa maneira, eles apelam para utilização de filtros, edições e manipulações de imagem, para que possam se expor de acordo com o que a sociedade determina. Em razão dessa constante pressão, os indivíduos passam a desenvolver problemas de autoestima e outros distúrbios psicológicos como ansiedade e depressão.
A fim de evitar tais problemas à saúde mental, urge a necessidade de adoções de medidas que visem naturalizar a beleza dos indivíduos. Assim sendo, se faz necessário que as redes sociais que permitam a utilização de filtros, passem a realizar uma supressão de filtros que alterem drasticamente a feição e características inerentes dos usuários. Dessa maneira, a saúde mental e a naturalização da beleza seriam, gradualmente, mais preservadas dentro da sociedade.