A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 17/11/2021

Na entrada do Oráculo de Delfos, templo dedicado ao deus Apolo na Grécia Antiga, possuía a frase do filosófo Socrátes “Conhece-te a te mesmo”. Notadamente, uma referência a valorização do individuo. Nesse contexto, é de suma importância analisar a questão da manipulação da imagem nas redes sociais e seus efeitos nocivos a saúde mental, um produto de uma sociedade não alinhada ao pensamento socrático. Desse modo, percebe-se que como ferramentas que fomentam tais cenários, não só um sistema educacional deficitário, como também a não efetivação dos direitos constitucionais.

A princípio, o professor Paulo Freire dissertou sobre a pedagogia libertadora, uma alusão à educação crítica a serviço da transformação sociocultural. No entanto, ao perceber a manipulação de imagem na web, nota-se um corpo distante de um posicionamento dialético. Nessa relação, observa-se, a homogeneização de padrões, os quais mitigam a individualidade e, consequentemente tende a desencandear problemas psiquícos, dado que a peercepção ilusória e a tangínvel entram em confronto.

Dessa maneira, verifica-se um sistema educacional deficitário, o qual não dialoga com as ideias freireanas e, portanto não conseguem formar cidadãos mais critícos quanto aos comportamentos da pós-modernidade. Da mesma maneira, a Constituição Federal explicita que é dever do Estado promover um ambiente harmônico para todos. No entanto, a realiade expõe uma contrariedade.

Esse paradoxo expressa-se, na verdade, à medida que não há políticas públicas eficientes, com o fito de dirimir a manipulação de imagens nas redes sociais e seus efeitos a saúde mental, mediante, por exemplo, atenuar os emblemas relacionados a educação, como já supracitado.

Nessa perspectiva, os fatos ecoam o Enigma da Modernidade, o qual explicita que, apesar de a sociedade ser avançada em suas razões éticas. À vista disso, a dissonância entre a narrativa factual e a Carta Magna precisa ser solucionada.

Logo, é fundamental que o Poder Executivo, por meio do debate com o Ministério da Educação realize uma reforma educacional, a fim de formar indivíduos mais critícos aos comportamentos homogêneos. Sendo assim, é importante que tal ação foque, principalmente, nas ideias de Freire. Além disso, é imprescindível que o Terceiro Setor, aliado á média desenvolva campanhas publicitárias por intermédio de departamentos de cientistas sociais que explicitem que é dever do Estado criar as políticas públicas com o intuito de efetivar os dispositivos constitucionais.

Dessa forma, resolver-se-ão as questões associadas a manipulação de imagens das redes sociais e seus impactos à saúde mental e, por fim alcançar-se-á o anseio de Sócrates.