A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 18/11/2021
“Ensaio sobre a cegueira” retrata a invisibilização de certos problemas da sociedade. Na realidade brasileira, a crítica de Saramango é verificada nos malefícios da manipulação de imagem nas redes sociais. Com isso, emerge um sério problema, em virtude da ineficiência governamental e também da falta de empatia dos internautas.
Diante de tal contexto, é interessante pontuar que a negligência estatal é uma das causas do problema no país. De acordo com a Constituição federal de 1988, a saúde é um direito social. Nesse sentido, imagina-se todos os cidadãos estão assegurados do seu bem estar físico e mental. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, já que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre pela implantação de padrôes de beleza nas mídias digitais, a idealização de corpos perfeitos na internet. Então, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender as garantias básicas da população.
Ademais, a falta de empatia é outro grande dificultador da problemática. As redes sociais cada vez mais mostram uma padronização estética, seja ela por meio de procedimentos cirúrgicos ou pelos “filtros de embelezamento”. Por conseguinte, os influenciadores digitais sempre aparecem “impecáveis” nas suas postagens e stories, influenciando os seus seguidores, que por muitas vezes, criam um sentimento de inferioridade, podendo gerar problemas de autoestima, depressão, entre outros distúrbios mentais.
É imperativa, portanto, a necessidade de mecanismos para minimizar a manipulação de imagem. Para tanto, as mídias sociais, responsáveis pela difusão de informação para todos, devem elaborar campanhas, por meio de reportagens e comerciais, que promovam a autovalorização, com o objetivo instruir os indivíduos sobre os perigos da utiilização de ferrramentas de edição. Assim, criando uma sociedade mais justa e verdadeira.