A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 16/08/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal benefício não se tem evidenciado com ênfase, na prática, quando se observam os desafios do combate à manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental do brasileiros, dificultando,assim, a universalidade desse direito social tão importante.Diante dessa situação, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Nessa perspectiva, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para auxiliar no combate à manipulação de imagens e seus malefícios à saúde mental na sociedade brasileira, como políticas públicas de fiscalização sobre o uso de filtros indevidos. Nesse sentido, é importante salientar que diversos são os impactos gerados pela manipulação de imagem na sociedade contemporânea: busca por uma falsa perfeição, distorção de imagem, elevados índices de procedimentos estéticos, entre outros.Essa situação, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que lamentavelmente é evidente no Brasil.

Além disso, é fundamental destacar que o Brasil é o país com os maiores índices de realizações de procedimentos estéticos do mundo, segundo o portal G1. Esse cenário demonstra a busca incessante pelo padrão de beleza já estabelecido na sociedade brasileira. Vale salientar, ainda, que as mulheres são as mais afetadas pela manipulação midiática, criando distorções sobre sua aparência física e desencadeando distúrbios psicológicos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue sendo uma realidade brasileira.

Percebe-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal, esfera de maior poder nacional, por meio da criação de políticas públicas, direcione verbas para a criação de órgãos especializados na fiscalização sobre o uso indevido de filtros, a fim de atenuar os impactos negativos da manipulação de imagem. Assim, consolidar-se-á uma sociedade na qual o Estado desempenha seu “contrato social”, como afirma John L.