A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 09/11/2022
Platão afirma que a associação entre saúde física e mental seria imprescindível para a manutenção da integridade humana. Infelizmente, a perspectiva do filósofo não é verificada no fenômeno da manipulaçõ da imagem nas redes sociais, que causa malefícios à saúde mental e ainda é persistente na sociedade brasileira. Nesse contexto percebe-se um complexo problema, que se enraiza na má influência midiática e na falta de representatividade.
Em primeira análise, a má influência midiática mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, a mídia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Contudo, as mídias sociais influênciam diretamente a como um inidivíduo irá se ver quando está exposto à um padrão criado por elas, podendo, consequentemente, desenvolver distorção de imagem. O que torna sua solução ainda mais difícil.
Além disso, a falta de representatividade também se configura como um entrave no que tange à questão. Conforme Rupi Kaur, a representatividade é vital. Todavia, as redes sociais não se preocupam com a inclusão das diferenças, da busca pela divulgação de pessoas reais e distintas, e continuam apelando para o padrão inalcançável. O que acaba por dificultar sua resolução.
Em suma, nota-se que medidas são extremamentes necessárias. Portanto, é preciso que o instagram, em parceria com influenciadores digitais, por meio de uma campanha publicitária, promova a divulgação de vídeos e lives que realizem a conscientização sobre a importância da representatividade nas redes sociais. Tais atividades devem ser direcionadas à toda população, para que esse conteúdo se torne acessível. A partir dessas ações espera-se promover a construção de um Brasil melhor e que as pessoas comecem a aceitar as diferenças, pois como afirmou Hanna Arendt, a pluralidade é a lei da terra.