A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/07/2023
Quando os africanos escravizados desembarcaram no Brasil, estavam desnutridos e fragilizados. A fim de parecerem saudáveis para a venda, eles eram cobertos com banha de porco. De modo análogo, a edição de fotos feita pelos usuários das redes sociais esconde a verdade: indivíduos que têm espinhas, celulites e estrias. Isso causa problemas de autoimagem, ansiedade e estresse naqueles que consomem esse tipo de conteúdo. Por outro lado, a questão persiste e a sua maior fonte é a indústria da moda.
Em primeira análise, é essencial entender que corpos maravilhosos são irreais e originados de uma adulteração. Nesse sentido, a modelo Iskra Lawrence esclarece: as suas fotografias com pele macia, rosto impecável, sem olheiras nem cravos são frutos de um programa de computador. Dessa forma, o conceito de beleza criado no renascimento europeu é inalcançável. Entretanto, se criou um paradoxo da moda, isto é, essa está em constante transição, assim que alguém a alcança, ela já não é a mesma.
Consequentemente, a população adoece, ficando com angústia e baixa autoestima. Em casos graves, a pessoa pode se suicidar por não aguentar uma existência em busca da perfeição. Então, é gerado uma questão de saúde pública, pois se alguém chega ao ponto de tirar a sua própria vida, é porque o sistema está falho, já que a maioria dos casos poderia ser evitado. Segundo a OMS, essa é a terceira causa de morte mais comum entre os jovens, tendo como principal agente a internet.
Portanto, para diminuir os altos índices de suicídio, o Ministério da Saúde, com o apoio de psiquiatras e psicólogos, deve criar redes de preservação da vida eficazes, por meio de verbas destinadas ao bem-estar público. Outrossim, é importante que o Ministério da Comunicação faça projetos que mostrem a realidade por trás das postagens no Instagram, Twitter, TikTok, elaborando palestras com profissionais nessa área. Assim, a sociedade brasileira não precisará esconder um corpo possuidor de defeitos, como acontecia no período colonial.