A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 25/09/2023

Em “Banalidade do Mal” a filósofa alemã Hannah Arendth, reflete sobre a alienação social, que modifica o ponto de vista moral dos indivíduos, tornando-os mais sucetíveis a encarar ações moralmente erradas como um simples aspecto da sociedade. Dentro dessa perspectiva, destaca-se os malefícios da manipulação das imagens na internet, que afeta a saúde mental da população, problema sério, mas ignorado pelo corpo social. Desse modo, convém analisar quais são esses efeitos negativos, e como o Estado colabora para agrava-los.

A princípio, “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De forma análoga a este trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, o uso de aplicativos e filtros de edição de fotos, tem sido uma pedra no caminho da comunidade rumo a uma mente saudável. Posto isso, o impacto gerado é um aumento no numero de casos de doenças como a depressão e ansiedade, nas quais podem ser desencadeadas por uma baixa autoestima em detrimento da comparação exessiva. Desse modo, de acordo com uma pesquisa publicado no site G1.com, desde o surgimento das redes socias, ocorreu uma aumento de 60% de casos relacionados a distúrbios mentais. Sendo assim, é inegável o mal causado por tal ação negligente.

Outrossim, destaca-se a união como agente agravador do tema. Diante disto, segundo o jornalista brasileiro, Gilberto Dimenstein, a legislação brasileira é falha, visto que, se apresenta completa na teoria mas é ineficaz na prática. Prova disto, é a escassez de políticas públicas voltadas pro artigo 6 da Constituição, que garante entre tantos direitos, o a saúde, se enquandrando neste, também, a saúde mental. Assim, infere-se que nem mesmo o poder público foi capaz de atenuar o mal causado pela problemática.

Por fim, é indubitável que medidas devem ser elaboradas para mitigar os efeitos gerados pelo problema. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério das comunicações, elaborar projetos de conscientização a respeito, por meio de comerciais de televisão e palastras em escolas, com o fim de combater as consequências geradas e estimular o autocuidado. Logo ,será possível a manutenção de uma sociedade saudável longe da banalidade do mal.