A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 17/03/2024

Como no documentário “Fake Famous” de 2021, influenciadores digitais propõem através de fotos modificadas uma realidade diferente do cotidiano. Na contemporaneidade, há a manutenção dessas práticas, gerando padrões inatingíveis e, portanto, prejuízos na saúde mental daqueles que consomem essas imagens idealizadas. Com efeito, entende-se que a conveniência social de seu uso, bem como a necessidade de limitações dessa ação configuram causas do tema.

Em princípio, é preciso compreender que o uso da manipulação de imagem é feito pela conveniência de um padrão desejado. Além disso, é sintoma da alta insegurança produzida pela mídia capitalista, o que torna confortável a utilização desse meio, a fim de suprir seus padrões vendidos. Os usuários das redes sociais são as vítimas que, por muitas vezes, se rendem ao mesmo artifício pela comodidade de não transparecer algo não aceito pelos padrões. Contudo, nota-se a interdependência entre saúde mental e a questão proposta quando se associa a comparação excessiva e a busca aos arquétipos à transtornos de ansiedade e depressão.

Ademais, é de alta relevância avaliar a necessidade de limitações quanto a utilização das modificações, principalmente quando há evidentes riscos à saúde pública. Devido ao grande uso desses meios tecnológicos, é coeso que a maioria da população esteja presente no ambiente virtual, que apresenta tais malefícios já vistos, tornando a urgência de regulação ainda mais presente. É visível a influencia direta de certos conteúdos e, portanto, as próprias manipulações de imagem, colocando que medidas governamentais e legislativas precisam ser tomadas.

Logo, o uso conveniente e as limitações necessárias, são caracteres dessa corrente. Por isso, cabe aos governos e seus poderes legislativos regulamentarem a alteração de mídia, limitando-a pela compreensão dos transtornos causados, a fim de controlar o ambiente web. Além disso, o governo deve promover conscientização sobre os males dessa funcionalidade pelos próprios meios em que ela se propaga, divulgando o tema e criando um espaço tecnológico mais amistoso ao bem-estar psíquico.