A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 18/03/2024
“Human” - interpretada pela cantora americana Christina Perry-, traz consigo apelo e crítica a um dos padrões mais impostos pela socidade atual: beleza, perfeição ativa e a busca inatingível por aceitação humana, expondo as fraquezas e imperfeições ( as quais são natureza do ser humano). Esta realidade pode ser observada e refletida na amostra de vidas “padrões” e meios de alteração de imagem tendo como o exemplo maior, os filtros, propagando uma noção irreal de beleza. Neste panorama, isso ocorre não apenas pela popularização de procedimentos estéticos que podem ser invasivos, como tambem meio da mídia promover um um modelo ilusório de imagem.
Nesse contexto, é preciso conhecer e reconhecer a capacidade dos meios midiáticos de estimular um exemplar de beleza utópico. Sob esse viés, é valido relembrar e ressaltar o iluminista Rousseau, o qual defendia a ideia de que o ser humano é produto do meio, trazendo ainda mais sentido à essa realidade. Logo, obtendo por meio do comportamento, uma ideia eurocêntrica e dogmatista do que é o belo na sociedade, uma vez que, somente pessoas brancas e magras são representadas nos principais veículos de comunicação.
Ademais, a ocorrência de procedimentos estéticos tem se tornando frequente a ponto de tornar sua realização se torna habitual para a população. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, em 2018, mais de um milhão de operações foram feitas no Brasil, sendo um número significativo. Dessa maneira, alterações no corpo tem se tornando tão comum que geram uma crise de autoestima na população mais nova pois são apenas retratadas como atraentes pessoas que passaram por uma série de operações.
Partindo desse pressuposto, fica claro que a popularidade de filtros vem da crescente pressão midiática em ditar uma padronização do que é beleza, bem como a normalização de cirurgias visando se enquadrar nesse padrão. Assim, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com as empresas privadas de comunicação e Secretaria da Cultura, realizem projetos de conscientização, combate e fiscalização à essa distorção, explicando os malefícios da alteração da própria imagem, assim como a realidade exposta em “Human”.