A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 17/03/2024
A Dismorfia da Selfie
A manipulação de imagem nas redes sociais é uma realidade cada vez mais presente em nossa sociedade contemporânea. A busca incessante pela perfeição e pela aceitação social tem levado muitas pessoas a alterarem digitalmente suas fotos, buscando um padrão inatingível de beleza. No entanto, os malefícios dessa prática são profundos e impactam diretamente a saúde mental.
Em primeiro lugar, a manipulação de imagem cria um padrão irreal de beleza, que gera uma pressão psicológica nas pessoas para se adequarem a esse ideal. Isso pode levar a baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão, pois as pessoas se sentem constantemente inadequadas e insatisfeitas com sua aparência.
“Dismorfia da selfie” é o nome intitulado de um curta metragem produzido pela Escola do Pensar em 2022, apresenta ao telespectador a vida de uma jovem que ao consumir conteúdos de beleza, chega a conclusão de que precisa realizar mudanças estéticas em seu corpo. Após realizar tais mudanças ela esboça uma reação de quem não aprovou o resultado e então surta. Então acorda de um sonho e aprende a aceitar tais “imperfeições” que na realidade não existem. Esse curta metragem recebeu prêmios e reconhecimento mundial pela empresa Panasonic.
Outro aspecto negativo da manipulação de imagem nas redes sociais é a promoção da cultura do ódio e da intolerância. Muitas vezes, pessoas que não se enquadram nesse padrão de beleza são alvo de comentários maldosos e bullying virtual, o que pode causar danos emocionais profundos.
Para combater esses malefícios, é importante promover uma cultura de aceitação e valorização da diversidade. As redes sociais podem ser utilizadas como ferramentas positivas, para promover a autoaceitação e a valorização da beleza real, sem filtros ou manipulações. É fundamental que as pessoas aprendam a valorizar sua própria beleza, única e autêntica, e a respeitar as diferenças.