A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 17/03/2024
Atualmente, a sociedade se encontra imersa dentro de padrões. Padrões esses que vão desde com o que trabalhar até o que usar para vestir, ou seja, tornando um só o jeito de viver. Essas “regras” estão se tornando cada vez mais fortes em todos os lugares, principalmente nas redes sociais. Lugar esse onde os julgados estão mais vulneráveis a ataques e os julgadores podem se esconder, sem nunca serem pegos, através de uma tela. A partir desse processo doentio, a manipulação das imagens se tornou um ato forte para a fulga de comentários maldosos, mas uma porta para a distorção e a fuga da realidade se abrie cada dia mais.
Desde os primórdios da terra, o ser humano sempre precisou conviver em conjunto, isso é uma necessidade do corpo: viver em grupo. Porém na pandemia, essa necessidade passou a ser deixada de lado pela quarentena, onde a busca por novas tecnologias para suprir o tédio aumentou significativamente, mais especificamente 83% em 2019, segundo dados da Agência Brasil. Com mais pessoas interligadas em um aparelho, a necessidade da validação social infelizmente também aumentou. Filtros foram criados em massa e aplicativos de edição foram baixados, só para criar uma realidade onde não são perseguidos e podem se ver perfeitos para se encaixarem no padrão.
Todavia, o Brasil é o país com mais ansiedade no mundo com 9,3% da população, segundo pesquisa da OMS. Número que cresce com a pressão da humanidade sobre simples pessoas, assim aumentando a fobia social, o simples medo de sair de casa e ser julgado por não seguir o padrão devido que se segue virtualmente.
Com isso, podemos ter como conclusão que o mais viável a ser feito no momento é a retirada de filtros e aplicativos de edição severa dos meios tecnológicos gradualmente e a adição de certa seletividade nos comentários dos usuários pelos donos das redes sociais, para assim evitar comentários maldosos que agridem a integridade moral e física dos usuários do “app”. Fazendo isso, a sociedade voltará a se preocupar cada um com suas próprias vidas e viver da forma que faz bem individualmente sem pressões psicológicas.