A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 22/07/2024
No século contemporâneo, a manipulação de imagem nas plataformas digitais é uma questão a tratar. Nesse sentido, percebe-se que os meios midiáticos exercem grande influência na sociedade vigente. Isso acontece porque muitas pessoas não têm uma estrutura educacional eficiente, assim, tornam-se seres manipuláveis pela mídia. Destarte, é mister que os órgãos governamentais atuem para resolver esse impasse.
Nesse contexto, é relevante destacar que as redes sociais exercem influência nas preferências dos internautas. Isso porque os sites coletam informações que esses acessam, em sequência, as páginas de internet apresentam conteúdos que são de interesse para o usuário. Por esse viés, segundo o site, “techtudo”, existem os sistemas coletores, conhecidos como “cerca digital”, que armazenam as palavras chaves que o internauta digita que, posteriormente, são transformadas em algoritmo e, assim, esse usuário é bombardeado com propagandas e notícias.
Por consequência, o usuário que tem seus dados retidos, pelos filtros coletores, fica com predisposição tendenciosa que, por sua vez, diverge do que é diferente de suas escolhas e, dessas discordâncias, muitas vezes insciente, surge um ser radicalmente manipulável e com forte tendência ao ódio, à intolerância e ao radicalismo. Nessa ótica, é relevante buscar, na obra de “Abapuru”, de Tarsila do Amaral, o enredo para argumentação, já que a pintura retrata um indivíduo de membros grandes e pequena cabeça, evidenciando a representação mais próxima para uma sociedade manipulada por redes sociais.
Portanto, urge que o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com o
Ministério da Justiça e Segurança Pública, estabeleça diretrizes para impedir os chamados “filtros coletores usados pelo sistema digital. Isso pode ser feito por meio do Marco Civil da Internet, que deve atuar para garantir a privacidade dos internautas. Desse modo, esses poderão acessar os conteúdos da internet sem serem importunados pelos detetives virtuais, ou seja, os algoritmos.