A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 08/10/2024
Durkheim defendia que a sociedade prevalece coercitivamente sobre o indivíduo. Nesse contexto, a globalização conectou os jovens a diversas perspectivas e facilitou mecanismos de inclusão. Entretanto, a ascensão da mídia como um Quarto Poder, ao invés de promover a diversidade, intensificou a manipulação de imagem, colocando em risco a saúde mental dos usuários. Dessa forma, em uma cultura narcisista, surge um paradoxo moderno, no qual o ideal de inclusão é minado pela imposição de padrões irreais de imagem.
Sob esse viés, é necessário destacar o estigma gerado pela lógica contem-porânea. A Geração Z, nascida entre 1997 e 2012, cresceu em meio ao acesso irrestrito à tecnologia, conectada a informações, pessoas e eventos de forma quase instantânea. No entanto, essa hiper conectividade trouxe uma abordagem volátil e superficial nas redes sociais, resultando em uma gestão de imagem marcada pela obsessão pela aparência e pela comparação constante. Assim, mesmo com o potencial de promover inclusão em massa, a superficialidade dessas trocas acaba se opondo ao princípio comunicativo e conectivo das mídias modernas.
Ademais, cabe considerar o impacto do individualismo. Monteiro Lobato, por intermédio de seu personagem “Jeca Tatu”, traçou a índole do brasileiro como conformista e acomodada. Essa postura, ainda presente na sociedade atual, é ideal a adoção da inércia frente a embates sociais, como à crítica aos padrões impostos nas redes. Desse modo, o ambiente digital transformou a aprovação externa em uma métrica de valor pessoal, reduzindo a sua identidade a um elemento atrelado à busca constante por validação e à construção de uma imagem idealizada.
Torna-se evidente, portanto, que o controle de imagem apresenta entraves que urgem ser revertidos.Nesse contexto,Machado de Assis escreveu que “o menino é o pai do homem”,ressaltando que os valores introduzidos na infância moldam a índole do adulto.Para tal,o MEC,como órgão responsável pela gestão do sistema educacional, deve implementar atividades que promovam uma abordagem crítica das redes sociais,por meio de palestras multiprofssionais e oficinas interativas. Destarte, com o apoio de uma metodologia multimodal (digital, pedagógica e presencial), visando a promover o combate a padrões irreais.