A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/09/2019

O Plano Desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, favoreceu o modelo rodoviário de transporte e indústria automobilística. Esse incentivo culmina no excesso de veículos, impedindo uma locomoção fácil, impactando negativamente a sociedade. Além disso, a acessibilidade é afetada, devido às inadequadas condições urbanas que desfavorecem o direito de ir e vir dos cidadãos brasileiros. Logo, são necessárias ações governamentais que solucionem essa problemática.

Segundo dados do Observatório das Metrópoles, entre os anos de 2002 e 2012, enquanto a população brasileira aumentou 12,2%, o número de veículos registrou um crescimento de 138,6%. Há cidades no país que apresentam uma média de menos de dois habitantes para cada carro presente, o que inviabiliza quase todas as medidas para a garantia de um sistema de transporte mais eficiente. Com isso, a situação acaba favorecendo a recorrência de congestionamentos e paralisações em grandes avenidas brasileiras, gerando transtornos aos cidadãos, como atrasos no trabalho.

Ademais, o despreparo dos transportes públicos e das ruas, dificultam a locomoção dos portadores de necessidades especiais, por exemplo, fato que mantém uma relação íntima com a acessibilidade. Assim, alguns indivíduos rejeitem propostas de empregos, já que não podem contar com um transporte eficiente em suas respectivas cidades. Logo, fica claro que essa insuficiência afeta a população como um todo em diversos âmbitos.

Portanto, observa-se que a mobilidade urbana no Brasil é inadequada. Dessa forma, o governo estadual dos respectivos estados brasileiros, deve investir em transportes alternativos com valores acessíveis, como o aluguel de bicicletas. Com isso, as pessoas optam em deixar os automóveis em casa, fugindo dos congestionamentos e comparecendo mais cedo aos seus compromissos. Além disso, as prefeituras, com a ajuda da polícia civil deve fiscalizar os transportes públicos, observando se estes apresentam condições adequadas para atender o público com algum tipo de deficiência. Logo, o Brasil terá maior democratização e acessibilidade, diferente do que ocorreu no governo de Juscelino Kubitschek.