A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Na segunda metade do século XX, durante o governo JK, o Brasil teve um processo de industrialização e urbanização típico de país emergente: tardio e sem planejamento. Apesar de passado mais de meio século, os reflexos negativos desse processo são nítidos na deficiência da mobilidade urbana do país. Nesse sentido, rever a situação social e cultural desse setor do Brasil é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Primeiramente, é válido avaliar o descaso do país na busca de melhoria no congestionamento e na dinâmica da mobilidade urbana. Segundo o jornal Estadão, mais da metade das obras relacionamento a transporte que seriam entregue até a Copa do Mundo de 2014 ainda estão inacabadas. Sob essa ótica, o atraso dessas obras demonstra o quanto alternativas como ônibus e trens, que são ótimos meios de transporte coletivos, não são prioridades na resolução de melhoraria da mobilidade no Brasil. Isso se deve a facilidade de se fazer estradas para os automóveis e a pressão que as empresas de carros e motos, que oferecem milhares de empregos no país, fazem para que seus lucros se mantenham altos. Assim, o país se torna refém de uma política que criou durante governos passados e cria poucas alternativas boas para melhorar as cidades mais afetadas por esse fato.
Ademais, é importante frisar, também, os atrasos estruturais e de qualidade de vida que essa política de mobilidade urbana focada apenas num modal traz. Segundo a revista Traffic Index, 3 das 10 cidades com maior congestionamento no mundo estão no Brasil. Nesse contexto, os danos que a população sofre silenciosamente são vários, como os altos preços dos alimentos, a poluição excessiva do ar e o estresse mental. Além disso, a falta de alternativas, no transporte de alimentos e objetos básicos, ficou nítida na greve dos caminhoneiros, no qual, o país inteiro parou por conta da única alternativa de abastecimento que o Estado usa. Assim, além da mobilidade de transporte da população, as variações de transporte de produtos são essenciais, em um país tão grande como o Brasil, para um desenvolvimento melhor e moderno.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado deva investir em variações de transporte, como trens, ônibus coletivos e metrôs, por meio de construções estratégicas dessas estações, principalmente nas cidades com maior taxa de congestionamento e lentidão de mobilidade, com um preço acessível à população, a fim de que haja um interesse grande pelo uso desses meios de transporte em massa. Assim, haverá uma diminuição no número de congestionamentos, um maior conforto de quem precisa diariamente desses meios de transporte, além de melhorar a qualidade de vida e a dinâmica da cidade e do país por completo.