A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Durante o governo de Juscelino Kubitschek, promoveu-se um grande incentivo à política rodoviarista e, desde então, o Brasil passa por uma valorização exagerada do carro. Tal fato tornou a mobilidade urbana no país um caos, principalmente nas grandes metrópoles. Esse problema tem se agravado com o passar dos anos, uma vez que a preferência excessiva pelos veículos individuais impede a fácil locomoção dos indivíduos. Nesse contexto, é válido ressaltar os investimentos insuficientes no transporte público, extremamente desvalorizado quando comparado ao carro, bem como o problema da sustentabilidade.

Em primeiro lugar, pode-se afirmar que a falta de uma política constante de investimento na melhoria do transporte coletivo criou um serviço de baixa qualidade e caro. Entre alguns problemas neste setor estão o número reduzido de veículos realizando trajetos demorados, o que ocasiona em uma superlotação dos utilitários, atrasos e grande tempo de espera nos pontos de parada. Pode-se citar também a diminuta malha metroviária brasileira, que poderia ser uma alternativa ao transporte rodoviário se não fosse por suas linhas escassas, trens antigos e desconfortáveis. Em virtude disso, a maioria das pessoas prefere optar pela utilização do transporte individual.

Por conseguinte, a mobilidade urbana no Brasil acaba sendo afetada negativamente, uma vez que a alta concentração de carros impede que o trânsito flua na velocidade desejada. Esse fato tem como resultados longos congestionamentos diários, assim como a emissão de gases poluentes que trazem prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população. De acordo com dados da Pesquisa de Mobilidade Urbana na Cidade, o paulistano gasta quase três horas por dia no trânsito, ademais, 44% dos entrevistados têm ou já tiveram problemas de saúde por causa da poluição. Além disso, acidentes de trânsito causam 5 mortes no Brasil a cada 1 hora, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Portanto, é notável que a mobilidade urbana enfrenta diversos desafios para melhorar sua qualidade no Brasil. Assim, cabe ao Ministério das Cidades fazer um investimento maior na rede pública de transportes, ao ampliar as linhas metroviárias e melhorar a estrutura dos ônibus coletivos e dos metrôs, também é preciso promover a integração de transportes por meio de bilhetes únicos. Outrossim, ações como a sinalização de ciclofaixas e construção de ciclovias devem ser executadas pelos governantes, principalmente, nas grandes metrópoles, de modo que os problemas ambientais e congestionamentos diminuirão, resultando numa melhoria na qualidade de vida da população. Dessa maneira, será possível amenizar os problemas acarretados pela má mobilidade urbana brasileira, tornando-a mais adequada para os cidadãos do país.