A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/08/2019

No final do século XX, devido ao processo de industrialização do Brasil, o governo de Juscelino Kubitschek com a construção de várias rodovias, incentivou as indústrias automobilísticas a se instaurarem no país. A estratégia utilizada foi a de privilegiar rodovias em detrimentos das ferrovias. Contudo, o crescimento das cidades se deu de forma acelerada e desorganizada e hoje, o que menos existe nos centros urbanos é uma mobilidade prática e fluida. Isso porque, além dos transportes públicos não possuírem uma gestão de qualidade, os outros meios de locomoção que poderiam amenizar o problema, não funcionam corretamente, haja vista a falta de infraestrutura existente no país.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, os transportes públicos mais usados pela população são especialmente os ônibus municipais e metrôs. Que tem por objetivo abranger grande número de pessoas em um único local, o que evitaria a utilização demasiada de veículos nas ruas e consequentemente a emissão de gases poluentes. Entretanto, isso aconteceria se os órgãos governamentais administrassem de forma correta os coletivos, pois a realidade presente é a de superlotação, principalmente nos horários de pico, enorme tempo gasto nos pontos e nas estações, a falta de segurança nesses locais de espera e no próprio transporte - segundo o site do G1, Vitória, a capital do Espírito Santo, tem em média um assalto por dia em transporte coletivo - inflexibilidade da rota e dos horários,o que faz com que parte da população que tenha condições,opte pelo uso do carro.

Com isso, o fluxo grande de veículos nas ruas provoca extensos congestionamentos nas principais cidades do Brasil, como São Paulo, em que segundo pesquisa feita pelo Ibope, os paulistanos demoram cerca de 3 horas por dia no trânsito. Além da gigantesca queima de combustíveis fósseis, que causa diversas enfermidades na população e no meio ambiente, como problemas respiratórios e aumento do efeito estufa. Dessa forma, há quem opte por um meio de deslocamento sustentável, bem como o uso de bicicletas. Todavia, a ausência de ciclovias é um obstáculo para a sociedade brasileira, em que não se é oferecida segurança necessária e estrutura adequada para esse meio de transporte.

Diante dessas condições, é imprescindível que medidas sejam tomadas. Assim sendo, é preciso que o Governo Municipal de cada cidade, melhore a mobilidade urbana, por meio do aumento da demanda de ônibus e construção de ferrovias para alargar o acesso a metrôs, a fim de garantir que superlotação e demora na espera destes transportes não sejam um problema e, incentive que mais pessoas os utilizem. Ademais, é necessário que o Governo Federal se assemelhe à Holanda, que investiu na infraestrutura de ciclovias e se tornou um dos melhores países do mundo para se pedalar, com o objetivo de incentivar à população a usar um meio que seja benéfico para saúde humana e do planeta.