A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 11/08/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Analogamente a esse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, é perceptível que a sociedade brasileira, ao longo de seu desenvolvimento, depara-se com diversos empecilhos. Hodiernamente, no meio do caminho há o excesso de carros, motocicletas, ônibus e outros veículos que constitui uma grande problemática para a mobilidade urbana, urgindo, pois de uma solução.

Em primeiro plano cabe destacar que o problema brasileiro em relação à urbanização e ao transporte contém raízes históricas. A construção das primeiras estradas, pelos colonizadores europeus, foi apenas uma atividade lucrativa cujo objetivo era incrementar o comércio metropolitano. Dessa forma, as consequências da falta de preocupação com o progresso das vias de comunicação coloniais são refletidas até os dias atuais em nossa sociedade.

Seguindo esse panorama, é possível exemplificar alguns obstáculos vivenciados no Brasil pela ausência de uma boa infraestrutura: transporte público precário que favorece o uso de veículos particulares, estes tornam-se excessivos e elevam o índice de poluição ambiental, além de causarem congestionamentos nas rodovias. Destarte, retarda-se não só o trânsito, mas também toda dinâmica de desenvolvimento do país, uma vez que dificulta a chegada dos trabalhadores a seus locais de trabalho.

Infere-se, portanto, que o Brasil possui uma grande pedra a ser retirada do caminho rumo ao desenvolvimento. Para isso, é essencial que o Governo Federal invista em um projeto para a melhoria do transporte público, não só nas rodovias, como também nas ferrovias a fim de reduzir o fluxo de veículos. Outrossim, cabe à mídia divulgar tal projeto e criar propagandas que incentivem a população a utilizar bicicletas e patinetes comunitários, já disponíveis em várias cidades. Assim, reduz-se tanto o número de veículos quanto a poluição, constituindo o primeiro passo em direção à resolução dessa problemátic.