A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/08/2019
O antigo presidente Juscelino Kubitschek desenvolveu o Plano de Metas que visava progredir o país 50 anos em 5 e nesse projeto a construção de rodovias era prioridade quando se tratava de transporte. Entretanto, esse foco no modelo rodoviário tornou-se um problema para o Brasil, de modo a afetar o sistema de transporte público. Logo, problemas como a falta de planejamento urbano atual e a escassa sustentabilidade corroboram com a má qualidade da mobilidade urbana nacional. Urge, portanto, identificar e analisar tal problemática, com o intuito de atenuar seus impactos sociais.
Em primeiro plano, países emergentes e subdesenvolvidos tendem a possuírem um crescimento urbano rápido e desorganizado e o Brasil se encaixa nisso. Conforme afirmava o sociólogo positivista Comte, o progresso é o desenvolvimento da ordem, logo um planejamento urbano auxilia uma região a crescer de maneira a gerar menos problemas possíveis. Desse modo, como o país sofre com a falta de organização do governo passado, deve-se criar novas políticas públicas para oferecer uma mobilidade de qualidade para a população. Como consequência, impasses causados pela péssima locomoção, como congestionamentos, estresse, acidentes e a grande quantia de carros serão amenizados.
Além disso, por conta da grande quantidade de automóveis nas ruas, que foi impulsionada pela má qualidade dos transportes públicos, aumentou-se a emissão de gases poluentes. Segundo o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, é direito dos cidadãos possuírem um meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo função dos Poderes Públicos preservá-lo. Desse modo, resolver os desafios da mobilidade urbana brasileira significa ser sustentável, já que isso possui relação direta com a quantia de veículos individuais nas rodovias e o congestionamento e a poluição gerados por tal questão. Em decorrência disso, a sociedade levará uma vida saudável, bem como terá seu direito assegurado.
Assim sendo, é necessário tomar medidas capazes de garantir um crescimento urbano organizado e uma boa qualidade de vida aos brasileiros. Portanto, cabe ao Ministério do Transporte (MT) criar novas políticas para o sistema de transporte público. Essa ação deve ser feita por meio de reuniões com especialistas para discussões e busca de soluções para cada região do país, com o objetivo de oferecer para os Poderes Executivos Federal, Estadual e Municipal um plano para resolver as problemáticas do modal rodoviário. Tange também ao MT, promover a construção de ciclovias e a utilização de outros modais de locomoção, como o ferroviário e o hidroviário. Tal feito deve ser realizado via direcionamento de verbas governamentais ao Poderes Públicos Estaduais e Municipais -uma vez que são responsáveis pelas construções de obras-, com o fito de reduzir a poluição causada pelo grande número de automóveis. Logo, com a tomada dessas providências, esse impasse no Brasil irá atenuar-se.