A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/08/2019

No plano desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, priorizou-se o investimento na Indústria automobilística e na construção de rodovias. Perante o exposto, a frota de veículos no país, entre os anos de 2002 e 2012, cresceu 138,6% enquanto a população aumentou em 12,2%. Em detrimento dessa desproporção, a quantidade exacerbada de veículos tornou o trânsito moroso, o que pode acarretar em consequências econômicas além de afetar o bem-estar da população.

Primeiramente, uma das razões que originou o problema é a má qualidade do transporte público, que muitas vezes se encontra em péssimo estado. Veículos sucateados, lentos e inseguros contribui para que cada vez mais a população prefira meios de transportes individuais. O sistema de transporte público brasileiro contrasta com o de países desenvolvidos, onde progressivamente, o governo realiza maciços investimentos.

Outrossim, o aumento progressivo do número de veículos provoca a poluição do ar, causando doenças na população como bronquite asmática e pneumonia, não obstante, um trânsito lento pode provocar danos à economia. Segundo estudos da FGV, a cidade de São Paulo perdeu cerca de 10 bilhões de reais no ano de 2012.

Para Oscar Wilde, o primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação. Dessa maneira, o Ministério dos Transportes deveria destinar recursos às prefeituras municipais para ampliar as frotas e as linhas de ônibus, com o objetivo de melhorar e ampliar o uso de transporte público, influenciando-se assim a população a diminuir o uso de veículos individuais, contribuindo para solucionar a problemática da mobilidade urbana.