A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/09/2019

O paradoxo da mobilidade urbana no Brasil

Na segunda metade da década de 1950, o Governo de Juscelino Kubitschek realizou altos investimentos na ampliação da malha rodoviária brasileira. Porém, a construção desse modal não foi acompanhada por planejamento urbano adequado e, assim, resultou em uma situação problemática na mobilidade do país. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário avaliar a deficiência do transporte público e o aumento do quantitativo de carros como fatores que agravam essa mazela.

A princípio, é imprescindível compreender as péssimas condições dos meios de locomoção pública no país. Nesse sentido, pode-se destacar as Manifestações, ocorridas no ano de 2013, em que a população exigia a diminuição das tarifas do transporte público, além da melhoria de sua infraestrutura. Ante esse fato, o descaso governamental com os modais de deslocamento urbano corroboram para o abandono da população do uso desses meios, haja vista suas péssimas condições. Dessa forma, a ineficiência dos investimentos estatais na mobilidade populacional gera o sucateamento desses transportes.

Outrossim, é possível verificar o aumento do quantitativo de automóveis na sociedade brasileira. Segundo o Observatório das Metrópoles, o número de carros, entre 2002 e 2012, no Brasil, cresceu quase 140 %. Nesse ínterim, o aumento desse produto na sociedade está diretamente relacionada ao crescimento da renda per capita dos brasileiros - fato comprovado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - e mostra a constante necessidade de consumir dos brasileiros, intensificado pela precariedade dos meios de locomoção pública. Por conseguinte, esse cenário resulta no excessivo número de veículos nas ruas brasileiras.

Destarte, é imperativo a promoção de medidas que ponham fim nos problemas da mobilidade urbana. Portanto, cabe ao Ministério do transporte, em parceria com as Prefeituras, o aprimoramento do sistema de transporte público brasileiro. Isso pode ser feito por meio da compra de novos ônibus, para que, assim, esse serviço possa ser oferecido de maneira qualitativa à sociedade, haja vista o dever do Estado em assegurar esse direito. Ademais, compete ao Ministério das Cidades, o melhor planejamento da malha rodoviária no espaço público nacional, por meio da arquitetação urbana com ajuda de especialistas, como geógrafos, no intuito de melhorar a infraestrutura das rodovias brasileiras. A partir dessas atitudes, poder-se-á concluir o projeto iniciado por Juscelino Kubitschek e oferecer aos brasileiros uma boa mobilidade urbana.