A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/08/2019

Assim como a Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele alterando seu percurso, a mobilidade urbana no Brasil é um problema que persiste na sociedade contemporânea.Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de alterar o caminho desse entrave, a combinação de barreiras como a falta de investimentos estatais em transportes coletivos sustentáveis e de qualidade, além da preferência do brasileiro pelo uso de meios de locomoção individuais, acabam por contribuir com a situação atual.

Em uma primeira análise, a predominância histórica de investimentos concentrados nos modais rodoviários, estradas e rodovias, fortemente influenciada pelo período governamental de Juscelino Kubitscheck, se reflete na gravidade da situação atual.Isso ocorre porque o baixo incentivo social, midiático e a reduzida alocação de recursos financeiros a modais coletivos geram consequências como o sucateamento, lotação e ausência de qualidade de infraestrutura nos transportes de massa das cidades, fatores que levam à persistência da problemática modal urbana.

Sob outro ângulo, a ‘‘cultura do carro’’ é uma realidade na sociedade brasileira, a qual afeta o psicológico individual.Isso se dá devido aos veículos estarem associados não somente a necessidade de deslocamento, mas à realização social, segurança e independência.Por conseguinte, tais fatos levam ao aumento do desejo individual pela posse do automóvel, o que eleva o número de congestionamentos nas vias urbanas, acidentes e emissão de gases tóxicos , gerando uma dificuldade de mudança do percurso social para uma mobilidade sustentável.

Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas para mudar esse caminho.Dessa forma, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com empresas do ramo do transporte urbano, crie um fundo que vise suprir a demanda de recursos financeiros para novos investimentos em modais coletivos de qualidade, na perspectiva de conforto e boa infraestrutura para o cidadão.Concomitantemente, é essencial que as Organizações Não Governamentais, junto a canais de comunicação nas redes sociais, crie projetos que estimulem o indivíduo a utilizar mais o transporte de massa, apresentando os graves problemas gerados pela priorização de veículos particulares, para que haja um engajamento crescente da sociedade.Sendo assim, o Estado, entidades privadas e sociais funcionarão como a força descrita por Newton, mudando o percurso da mobilidade urbana.