A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/08/2019
A rodovia de entrada a Brasília foi planejada e criada já pensando-se nos futuros fluxos intensos de veículos que passariam por lá. Atualmente, é notório o aumento de transportes individuais se comparado ao transporte coletivo, devido muitas vezes à super lotação e a rapidez que o mundo atual exige. As consequências para a vida diária das pessoas afeta diretamente no bolso e na segurança individual, que em vezes é posta em risco.
Com um mundo cada vez mais globalizado, a necessidade por ações ágeis a instantâneas implica na necessidade de locomover-se de forma individual, sem depender de transportes coletivos que, além de realizarem inúmeras paradas no percurso, contam muitas vezes com super lotação. Para atingir às exigências do mercado, grande parte da população prefere investir em ter um carro ou moto do que depender de ônibus e metrôs, pondo em risco o emprego ou bolsa de estudos por conta de possíveis imprevistos.
Somando-se ao exposto, as consequências para a vida diária das pessoas implica na questão econômica, de segurança e ambiental. Com o aumento do uso de transportes individuais, há um gasto maior com combustíveis - que sabe-se que o valor atualmente é exorbitante - agregado aos males que sua queima gera ao meio ambiente. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, o uso de automóveis aumentou 400% em 10 anos, o que é alarmante frente à poluição atmosférica gerada e aos riscos de acidentes devido ao fluxo intenso.
Com base nos argumentos expostos, conclui-se que o aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos contêm inúmeras causas e consequências para a vida diária das pessoas e é de grande importância discuti-las. Cabe aos municípios, um melhor planejamento das vias públicas urbanas, visando um trânsito com menos congestionamentos e que em horários de intensos movimentos não existam grandes aglomerados. A população em geral também pode fazer sua parte, adotando práticas sustentáveis e uso de transportes limpos, como bicicletas, que ajudam a natureza além de ocuparem menos espaços nas ruas.