A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/08/2019

No século XX, o Rio de Janeiro passou por algumas mudanças que agitaram a vida da população, entre elas, a reforma urbanística inspirada em Paris. Nesse contexto, surgiram as favelas, uma vez que a população moradora dos cortiços localizados no centro da cidade foram expulsas para a periferia da cidade. Essa reorganização visava também a adaptação das ruas aos automóveis, que aumentavam em número a cada ano. Paralelamente, nos dias de hoje, a integração dos meios de transporte na área urbana é um dos maiores problemas da atualidade. Não obstante a remodelação do espaço urbano, a população dos centros e das periferias cresceram de forma exponencial ao longo dos anos, sem que a cidade estivesse preparada para tal demanda.

Em primeiro lugar, a quantidade de automóveis nas ruas dos grandes centros é o principal foco de atenção: engarrafamentos que duram horas, falta de fluência do tráfego assim como a fumaça poluente emanada diretamente pelos escapamentos e indiretamente pela produção de combustível proporcional ao consumo dos muitos motores, entre outros, são consequências do grande número de veículos nas vias. Por conseguinte, a vida dos moradores é impactada radicalmente, uma vez que são obrigados a adaptar-se aos efeitos da poluição, perda de muitas horas apenas no deslocamento da casa ao trabalho, assim como tentar lidar com o estresse e problemas de saúde causado pela entropia urbana.

Dessa forma, a redução do número de automóveis fundamentada no transporte coletivo traria significativas mudanças na vida da população. No entanto, existem gargalos que dificultam a melhoria desse cenário. Entre eles, é possível destacar a qualidade do transporte público assim como a própria cultura do brasileiro. Por exemplo, ônibus e metrôs são vistos como meios negativos, uma vez que deixam a desejar em qualidade e quantidade por falta de investimentos públicos, apesar de serem a melhor alternativa tanto para a redução da poluição quanto para o fluxo no trânsito. Atrelado a isso, está o sonho comum na cultura brasileira de possuir um carro próprio para se livrar do transporte público que não é adequado à demanda da população, causando um ciclo de difícil reversão.

Portanto, para que o trânsito nas cidades se torne mais fluido, é necessário que as prefeituras invistam ou selecionem serviços de transporte que aprimorarão os veículos coletivos, melhorando a oferta de carros, rotas, preço e qualidade desses, com a finalidade de atrair a população, que será convencida a optar pela não utilização de meios individuais. O investimento no transporte coletivo aliado a campanhas divulgadas nos principais meios de comunicação que indicam os pontos positivos desse, fará com que o número de automóveis diminua significativamente, trazendo mais qualidade de vida à população e reduzindo a poluição ambiental.