A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/10/2019

No Brasil, a partir da metade do século XX, com o avanço do capitalismo e da industrialização, o processo de urbanização intensificou-se, de maneira muito acelerada e desorganizada, gerando impactos prejudiciais para população. Diante disso, em virtude da ingerência estatal e da baixa aplicabilidade da lei, uma das consequências é a péssima mobilidade urbana, que afeta o funcionamento da cidade. Portanto, mostra-se que é necessário uma gestão pública quanto a um projeto mobilístico, que seja eficiente e bem estruturado para as cidades brasileiras.

A priori, o Brasil durante o seu percurso histórico, optou por projetos de transportes que vão determinar a raiz da problemática em questão. Isso posto, durante a década de 50, políticas vão ser adotadas para expandir o modal de transporte rodoviário, como expansão de estradas e principalmente o aumento da produção de veículos, tudo para atender a demanda do petróleo da época. Entretanto, tais medidas configuram-se como um impasse, pois ao invés de adotar a malha ferroviária, os governantes priorizaram o automóvel, dando início a ‘’Cultura do Carro’’, pensamento coletivo de que este é capaz de dar diversos prestígios ao indivíduo. Tal cenário gerou um inchaço mobilístico nas grandes cidades, haja vista que a estrutura urbana não conseguiria conter.

A posteriori, é preciso ressaltar os desafios da problemática supracitada pelo viés político, quanto aos obstáculos no dia-a-dia dos centros urbanos. Diante disso,é sabido que as grandes cidades apresentam problemas como o fluxo desorganizado e o congestionamento de veículos como o carro. Este, como forma de transporte privado, provocam uma série de obstáculos, visto que ocupam muito espaço e podem ser substituídos pelo transporte coletivo, como ônibus e metrôs. No entanto, a má qualidade, falta de disponibilidade e as altas tarifas dos transportes públicos se dão pela baixa aplicabilidade da lei, pois configura-se uma violação dos direitos a locomoção, como o artigo 21 da constituição de 1988.

Dado o exposto, entende-se que para solucionar o entraves em questão e promover por fim, a garantia dos direitos da constituição, faz-se mister uma política que se oriente pela responsabilidade compartilhada entre Sociedade e Estado. A este, como gestor dos interesses coletivos, cabe promover uma política de investimento nos transportes públicos, visando melhorar a qualidade e a eficiência destes, como também proporcionar propagandas engajadas para que atraia a população. Para mais, o poder público pode, por meio de um projeto urbano, acrescentar vias e espaços que favorecem a circulação de uma malha de ônibus, metrôs ou até ciclovias, objetivando facilitar o tráfego e reduzir a circulação de carros. Por fim, ja à sociedade compete exigir tais reformas de seus representantes, por meio de protestos e manifestações, como ocorreu em 2013 com o aumento da tarifa dos ônibus.