A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/08/2019

O Reino Unido destaca-se no mundo pelas ações desenvolvidas para melhorar a locomoção dos britânicos. Em contraste, o Brasil passa por uma forte crise de mobilidade urbana de difícil solução, uma vez que as longas distâncias, a precariedade do transporte público e o aumento exorbitante dos veículos nas ruas dificultam o deslocamento dos brasileiros. Dessa forma a mobilidade torna-se um entrave para a qualidade de vida do país.

Em primeiro lugar, é válido relembrar que em seu governo Jucelino Kubitschek priorizou as rodovias em detrimento das ferrovias e hidrovias. Por conseguinte, vieram às indústrias automobilísticas, fato que intensificou a política rodoviarista. Essas alterações trouxeram frutos para aquela época, sendo que houve um notório crescimento no setor industrial e no PIB. No entanto, JK não mensurou que anos mais tarde suas propostas afetariam o direito de ir e vir dos brasileiros do século XXI.

Hodiernamente, com o alargamento das cidades, as distâncias tornaram-se mais longas, sendo obstáculo para quem transita a pé. O transporte público deveria ajudar essa parcela da população, mas encontra-se debilitado pela má infraestrutura, fator que gera uma deficiência na demanda, aumento das passagens e a falta de pontualidade. Em virtude dos acontecimentos e com acréscimo do poder de compra dos brasileiros, ocorreu a ampliação da aquisição de veículos. Como resultados estão as enormes filas de automóveis que empatam as ruas do país, causando problemas como congestionamentos, o elevado nível de estresse entre motoristas e pedestres e fatalmente, acidentes de trânsito. Episódios que têm diminuído a qualidade de vida dos brasileiros.

Segundo René Descartes, “não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis”. Portanto, para conseguir solucionar a crise na mobilidade urbana do Brasil é necessário o governo em parceria ao DETRAN aderir à taxa de congestionamento – uma espécie de pedágio que será cobrado a todo veículo que entrar na zona central das grandes metrópoles. Essa medida restringirá e consequentemente diminuirá a circulação de automóveis em áreas movimentadas. Além disso, o capital arrecadado com a implantação da taxa será investido pelo Ministério do Transporte na melhoria do transporte público do país, para que a população passe a locomover-se em um trânsito seguro e ainda desfrutar de um melhorado transporte público.