A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/08/2019
O plano desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek favorece a construção de rodovias e de indústrias automobilísticas, somando a isso, no governo Lula há a redução de impostos sobre os veículos que promove uma explosão de carros particulares. Nesse contexto, os grandes centros urbanos do país ficam prejudicados na mobilidade urbana, na qual deveria ser fluída e imediata, mas é estressante e congestionada. Dessa maneira, fomenta a união do setor público, da sociedade e das empresas o comprometimento para estimular melhorias e fluidez do trânsito.
De fato, o modelo econômico aplicado no país favorece a carrocracia, um conceito que caminha contra a mobilidade urbana e está relacionado ao número de carros que aumenta inversamente proporcional ao número de habitantes. Compreensível, visto que o carro é sinônimo de conforto, status e mobilidade. Entretanto, esse último apresenta desafios para a maioria da população, porque a má qualidade do transporte coletivo e a falta de estrutura faz com que o indivíduo sonhe com seu próprio veículo. Conforme o jornal Folha de São Paulo, a quantidade de carros que transportam apenas uma pessoa cresce, mas os paulistanos almejam alternativas no transporte público.
Ademais, o impedimento de deslocamento nas cidades provoca grande influência na vida dos brasileiros nos âmbitos ambientais, sociais e econômica. Em um artigo publicado no jornal Diário da Manhã revela que para minimizar os problemas de mobilidade urbana é necessário investir em transporte coletivo e alternativos. Isso envolve a criação de infraestrutura de novos modais e da integração dos sistemas de transporte. Dessa forma, com esses investimentos e priorizações dos transportes público há um estimulo na economia, no aumenta a produtividade do trabalhador, além de reduzir a poluição do ar e sonora.
Portanto, diante do que foi exposto, a mobilidade urbana não só deve ser ampliada, mas também permitir o deslocamento das pessoas com facilidade e, principalmente, com qualidade. Dessa maneira, cabe a Prefeitura, responsável pelo transporte, juntamente com a população e empresas privadas, ampliar as redes de transportes ônibus-metrô e a integração desses com transportes alternativos como a bicicleta coletiva, por meio de investimentos na infraestrutura e da aplicação do bilhete único. Além disso, a Prefeitura poderia restringir o estacionamento em vagas públicas de locais com alta circulação de pessoas. Assim, os veículos serão destinados para sua principal função: passeio.