A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/08/2019
O Reino Unido destaca-se no mundo pelas ações desenvolvidas para melhorar a locomoção dos britânicos. Em contraste, o Brasil passa por uma forte crise de mobilidade urbana de difícil solução, uma vez que as longas distâncias, a precariedade do transporte público e o aumento exorbitante dos veículos nas ruas dificultam o deslocamento dos brasileiros. Dessa forma é válido analisar esses problemas que torna a mobilidade um entrave para a qualidade de vida do país.
Em primeiro lugar, é importante relembrar que em seu governo Jucelino Kubitschek priorizou as rodovias em detrimento das ferrovias e hidrovias. Por conseguinte, vieram às indústrias automobilísticas, fato que intensificou a política rodoviarista. Essas alterações trouxeram frutos para aquela época, sendo que houve um notório crescimento no setor industrial e no Produto Interno Bruto – PIB - este crescia cerce de 7 % a cada ano. No entanto, JK não mensurou que anos mais tarde suas propostas afetariam o direito de ir e vir dos brasileiros do século XXI.
Hodiernamente, com o alargamento das cidades, as distâncias tornaram-se mais longas, sendo obstáculo para quem transita a pé. O transporte público que deveria ajudar essa parcela da população encontra-se debilitado pela má infraestrutura, fator que gera uma deficiência enorme na demanda, aumento das passagens e a falta de pontualidade. Em virtude dos acontecimentos e com acréscimo do poder de compra dos brasileiros, ocorreu a ampliação da aquisição de veículos. De acordo com dados da Confederação Nacional dos Transportes, há no Brasil cerca de 51,2 milhões automóveis, o equivalente a um carro para cada quatro brasileiros. Fato que resulta nas enormes filas de automóveis que empatam as ruas do país, causando problemas como congestionamentos, o elevado nível de estresse entre motoristas e pedestres e fatalmente, acidentes de trânsito. Episódios que têm diminuído a qualidade de vida dos brasileiros.
Portanto, para conseguir solucionar a crise na mobilidade urbana do Brasil é necessário que o governo em parceria ao Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN – aderir à taxa de congestionamento – uma espécie de pedágio que será cobrado a todo veículo que entrar na zona central das grandes metrópoles, havendo multa para quem não pagar. De modo que a cobrança será feita automaticamente através de olhos vivos que controlaram o fluxo de veículos. Sendo assim, essa medida restringirá e consequentemente diminuirá a circulação de automóveis em áreas movimentadas, estimulando o uso de ônibus, bicicletas e metrôs. Além disso, o capital arrecadado com a implantação da taxa será investido pelo Ministério do Transporte na melhoria do transporte público do país, para que a população passe a locomover-se em um trânsito seguro.