A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 30/08/2019
No poema, “Stop. A vida parou ou foi o automóvel”, de Drummond, há uma dicotomia entre o viver e o locomover. Pois, a partir do momento em que o indivíduo se encontra em um engarrafamento, seu tempo e sua atenção são focados para esse processo. De forma análoga, quando há a formação de um trombo em um vaso sanguíneo, algum órgão pode ser levado ao infarto, prejudicando o corpo inteiro. No Brasil essa obstrução foi enraizada ao longo da história, mas pode ter seus impactos minimizados com o uso da tecnologia.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a colonização brasileira se deu por meio da ocupação litorânea. Logo, para habitar toda essa porção de terra, foi feita a implementação das capitanias hereditárias, que centralizou toda a população nesse ponto. Contudo, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, no século XX, incentivou-se a interiorização do Brasil por meio de doações de terra. Esse movimento, por sua vez, não foi o suficiente para minimizar os problemas que envolvem o deslocamento físico, os quais aparecem devido ao inchaço populacional no litoral brasileiro.
Ainda, o processo de desenvolver uma mobilidade urbana efetiva tem como objetivo chegar do ponto “A” até o “B” sem dificuldade. Com isso em mente, o advento de novas tecnologias pode facilidade esse processo. Nesse sentido, um dos exemplos é por meio do uso de caronas compartilhadas ou o aluguel de bicicletas pelo seu celular. Como aponta um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, os entrevistados desejam viver em uma cidade com menor uso de carros e maior quantidade de serviços alternativos, como os citados acima. Porém, por mais que a modernização pode ajudar os habitantes, pelas conjecturas atuais esse processo é inibido pela falta de infraestrutura, tais como buracos nas vias e falta de acessibilidade para cadeirantes.
Por esse ponto de vista, portanto, medidas são necessárias para a redução dos efeitos históricos. Logo, por meio de parcerias entre as Secretarias de Mobilidade municipais e empresas público e privadas, deve-se oferecer um auxílio financeiro aos seus funcionários para que os estimulem a utilizar meios de transportes alternativos e deixar o carro em sua garagem. Assim, Com a utilização de carros compartilhados para longas distâncias e bicicletas ou patinetes para pequenos percursos, o número de veículos particulares a saírem da rua iria reduzir drasticamente. Por fim, algumas medidas podem ser tomadas para que a vida não parece, mesmo se os automóveis pararem.