A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/09/2019
É dito como mobilidade urbana o conjunto de condições de deslocamento de cargas e pessoas no perímetro urbano. Hodiernamente, no Brasil, devido a carrocracía- cidades construídas de forma a favorecer os carros em detrimento dos pedestres- a mobilidade urbana tem se tornado caótica e impulso para o surgimento de problemas psicológicos e ambientais. Nesse sentido, cabe analisar a negligência do poder público frente a falta de planejamento urbano e precárias condições do transporte público como principais fatores para a crise da mobilidade atual, a fim de promover medidas eficazes que reestruturem o meio ambiente e elevem a qualidade de vida da população.
É indubitável, de fato, que a construção desorganizada do espaço urbano prejudica a locomobilidade. Consoante Aristóteles no livro ‘‘Ética e Nicômaco’’, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil a medida que a carrocracia permite o tráfego desigual de pessoas, sobretudo, por facilitar a locomoção de veículos privados em desvantagem dos veículos públicos e dos pedestres, contribuindo demasiadamente para a maximização do estresse, ansiedade e acidentes de trânsito, o que deixa claro a urgência de políticas públicas eficientes para solucionar a problemática.
Outrossim, as precárias condições dos transportes públicos corroboram para ampliar o problema. janelas quebradas, poltronas insuficientes e desconfortáveis. De modo geral, o transporte público no Brasil é considerado ruim e ineficiente, com passagens caras e veículos com condições ruins. É importante mencionar ainda, que a sociedade além de ser prejudicada com a difícil mobilidade, absorve os efeitos nefastos da poluição ambiental gerada pelo número de veículos em circulação. De acordo com dados apresentados pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), os automóveis são responsáveis por 72,6% da emissão de gases do efeito estufa, que prejudica a saúde coletiva e o ambiente.
Portanto, é mister que sejam tomadas providências para amenizar o quadro atual. Para promover a isonomia e conforto na mobilidade urbana, urge, que o Governo Federal em parceria com os governos estaduais e empresas, por meio de verbas governamentais, reformem e ampliem as linhas de ônibus, trens e metrôs como forma de atrair as pessoas a usarem mais os transportes alternativos e diminuir a emissão de gases e o trânsito caótico. É papel do governo ainda, ampliar ciclovias, melhorar calçadas e criar corredores corredores que interagem diferentes tipos de meio de transporte. Somente assim será possível solucionar o problema do deslocamento urbano, otimizar e promover boa qualidade de vida para a sociedade.