A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/09/2019
A partir da Revolução Verde no Brasil, as cidades tiveram a chegada despreparada de grande quantidade de pessoas. Nesse viés, na área rural, as maquinas começaram a fazer o serviço humano, assim, causando demissões em massa de uma só vez. Dessa forma, o cenário da mobilidade urbana no Brasil é um desafio, devido, à urbanização precoce que causa a falta de eficiência dos transportes.
Primeiramente, durante a Ditadura Militar entre as décadas de 1960 e 1970, os governantes tentaram impor aos latifundiários as leis que já funcionavam na cidade, como os direitos trabalhistas. Entretanto, para os latifundiários, as leis deixavam os trabalhadores do campo mais caros, assim, tornando a nova tecnologia de máquinas agrícolas chamativas. Continuamente, os latifundiários em resposta ao governo militar, mudam os trabalhadores por maquinas. Nesse contexto, mesmo o governo sendo uma ditadura, o poder latifundiário não foi domado. Além disso, o governo não conseguiu fazer com que as cidades suprissem a alta demanda de pessoas. Dessa maneira, o inchaço urbano teve como consequência a ineficiência dos transportes.
Outrossim, Juscelino Kubitschek, durante seu mandato, teve no seu plano de metas a escolha preferencial por estradas. Seguidamente, a estratégia para convocar as grandes empresas automobilistas a virem para o Brasil, teve como consequência urbana a falta de diversidade de transportes e a ineficiência das estradas. Por conseguinte, os transportes individuais surgiram como opção, visto a escassa quantidade de transportes públicos para a alta demanda, assim as empresas automobilísticas tem seu lucro garantido, visto que os transportes públicos não cumprem sua função com eficiência. Desse modo, com a grande circulação de carros para uma só pessoa e com os transportes públicos caros e sem conforto, os cidadãos tem menos qualidade vida, como consta O Globo, em que os paulistanos gastam em média 45 dias do ano presos no trânsito.
Em síntese, fica claro a relação da precoce urbanização e a falta de eficiência dos transportes. Portanto, faz-se necessários que ocorra duas etapas, sendo a curto e longo prazo. Em primeiro momento, os Estados, principalmente do sudeste, devem aumentar a quantidade de ciclovias e disponibilizar pontos de acesso a bicicleta pela cidade, visando a diminuição de carros nas estradas. Seguidamente, os três poderes devem criar uma lei de incentivo monetário ao transporte urbano eficaz, como a construção de linhas de metrô e trem, e fica a dever dos Estados a construção das linhas. Nesse sentido, o objetivo a curto prazo é de liberar as estradas para mais pessoas passarem ao mesmo tempo por um local, evitando o transito e posteriormente os transportes de metrô e trem serviriam como uma forma mais rápida e eficaz.