A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/09/2019

Mobilidade urbana não é nem poderia ser prioridade no Brasil, país que soma  cerca de 12 milhões de desempregados, onde são assassinadas aproximadamente 60 mil pessoas por ano sendo boa percentagem do mortos analfabetos, ou analfabetos funcionais. No entanto, talvez , ainda que em grau de relevância não exacerbado a facilidade no descolamentos cotidianos provoque melhorias nestas outras áreas

Do Oiapoque ao chui boa parte dos brasileiros perde horas e horas diariamente no trânsito, não é que as pessoas gostam de trabalhar longe de casa. Mas a escassez de empregos e a grande concentração de empresas nas grandes cidades faz com que todos se desloquem para  um só local em um só horário gerando um caos infinito. Muitas cidades “vivem” em obras, engenheiros trabalham diuturnamente para resolver problemas de mobilidade urbana, mas talvez apenas isso não seja o suficiente.

Verdade é que governos e políticos olham para números expressivos de assassinados e querem combater os números atacando a consequência, mas esquecem das causas, muitas delas intrinsecamente ligadas ao caos e tempo perdido no trânsito, muitas crianças faz jornadas exaustivas para chegar ás escolas e acabem desistindo de estudar. Pais  não rara vezes pela distância entre a casa e o trabalho saem pela madrugada e chegam tarde da noite, deixam filhos em idade tenra sozinhos durante toda a semana, não é regra, mas crianças sem escola e sem presença de adultos tendem a majorar os números da violência .

Desse modo, observa-se que os problemas mais graves como a criminalidade, desemprego, falta de acesso a educação e outros não citados estão diretamente atrelados ao tempo que se perde no trânsito, devido a imobilidade urbana. Sendo assim, mesmo não sendo solução para tudo, políticas que melhore a mobilidade criando empregos próximo ao trabalhador, criando escolas perto do estudantes, melhoria a questão da mobilidade e atacaria outros problemas  maiores citados citados alhures.