A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/09/2019
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, década de 50, com o intuito de integrar as regiões e atrair multinacionais automobilísticas, houve o investimento no setor rodoviarista em detrimento dos outros modais. Assim, possuir o carro próprio tornou-se necessidade de consumo, por conseguinte, a valorização demasiada desses automóveis acarretou nos extensos engarrafamentos e no caos que a mobilidade urbana no país se encontra. A partir dessas considerações é possível discutir-se acerca da falta de investimentos em transportes públicos atrelado ao aumento do uso de transportes individuais, fatores, que abordados como prioridades, amenizarão a problemática.
A priori, é importante salientar que o histórico rodoviário brasileiro prejudicou o investimento em outros meios de transportes, que apresentam deficiências e não atendem a população. De acordo com a Constituição Federal, todo cidadão possui o direito a livre locomoção, porém, isto não ocorre na prática, visto que a falha no planejamento de mobilidade urbana impede muitas vezes esse deslocamento. Logo, os transportes coletivos são inapropriados, superlotados e desconfortáveis, isto pois, a ineficácia, concomitante a falta de investimentos públicos contribuem para a permanência dessa lamentável realidade no Brasil.
Por conseguinte, essas problemáticas resultam na busca por carros individuais. Contudo, tal ação corrobora no aumento dos congestionamentos, acidentes de trânsito e poluição ambiental, visto o intenso uso de combustíveis fósseis. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito e o IBGE, o Brasil tem um automóvel para cada habitante. Desse modo, essa opção de locomoção é uma forma de suprir a necessidade que o poder publico não desenvolve. Portanto, é inaceitável que não sejam tomadas medidas para uma mobilidade de qualidade e sustentável.
Diante do exposto, faz-se necessário que os Governos Estaduais junto ao Ministério da Infraestrutura invistam na diversificação dos meios de transportes oferecidos, ou seja, deve-se por meio do estudo feito por profissionais adequados, ser feito um planejamento de mobilidade urbana de acordo com as necessidades e as características de cada estado, havendo a ampliação das ciclovias e a disponibilização de patins e de bicicletas para o aluguel. Além da criação de corredores específicos para ônibus e investimentos em outros transportes de massa, como os metrôs e os VLTs( veículos leves sobre trilhos). Ademais, é necessário também, o investimento na melhora das calçadas para aqueles que desejam se locomover à pé. Com a adoção de tais medidas espera-se a melhora na mobilidade urbana no país e uma melhor oferta de transportes eficientes e seguros.